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DEPOIMENTOS - O SEU ESPAÇO EM NOSSO SITE

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01. Por isso corro demais...

Primeiro foi curiosidade, por que será que tantos correm ?

Eu não entendia, pois sempre corri atrás de uma bola, e isso justificava meu esforço.

Porque correm ? Não tem gol, não tem time, as camisetas são diferentes, qual é a graça a final ?


Como todo bom curioso, um dia paguei pra ver, há quatro anos na corrida dos correios, resolvi experimentar.

Era a prova da empresa que trabalho, alguns amigos, vou lá pra ver, decidi ! Mais são 10 Km, vou lá. E fui.


Gente que sensação!!! Corri sem estar preocupado com tempo, não tinha acessórios apropriados, era só vontade.

E cheguei ! Foram 10 Km, mais de uma hora, parei varias vezes, mais um pensamento me perseguia, não fico só nisso.

E não fiquei. Decidi correr perto de casa, coisa pouca, sem medição de distância, sem cronômetro, só vontade, vontade de chegar.

Aos poucos fui descobrindo por que tantos corriam, nem vou falar do aspecto de saúde, isso é unanimidade. Todos sabem.

O que descobri é que fui estabelecendo limites, que fui chegando a metas, vencendo-as, fui chegando, chegando. Chegando...

Descobri que correr é mais do que um esforço físico, é querer chegar aonde se quer chegar, é superar obstáculos, isso é uma lição de vida.

Passados quatro anos descobri que tem gol sim, aquele segundinho que superei é um gol de placa ! Tem graça sim, e muitas... (algumas até correm)...

Tem mais que time, é uma legião, e todos torcem por todos, agora entendo por que as camisas são iguais, a disputa é consigo mesmo.

E quando chegamos cada um tem seu pódium, um tapinha nas costas, um VALEU! ! Nos basta, um sorriso, é tudo.

E a bola ? A bola continua sendo perseguida por mim, agora com menos freqüência, corro e me sinto livre, me realizo mesmo sem a bola.

Estou me recuperando de uma tendinite (sofri em ter que parar de correr) a primeira lesão em quatro anos, quando jogava era uma por semana.

Tive que passar mais de trinta dias sem correr, cuidando, me medicando, doido para voltar a correr, doido para ser mais um.

Agora corro com alguns apetrechos, acho que são necessários, me cerco de alguma segurança, de um conforto mínimo, tudo para poder realizar da melhor forma meu esporte preferido, qual esporte ? VIVER BEM!!!!!!

 

Luiz Eduardo / CE
Equipe Portaldocorredor.com

 

02. Homenagem a nossa ilustre corredora.

Quem gosta de cuidar da saúde está sempre incentivando os outros a praticar esportes, principalmente o seu. Quando convido alguém para participar de uma corrida pela primeira vez, faço um desafio: "chegar primeiro que a Maria do Vaso".

Explico que se trata de uma senhora de 73 anos, que está sempre presente nas corridas de rua de Fortaleza. Aliás, não precisa eu me estender muito porque muita gente já a conhece, ouviu falar ou já viu na TV, equilibrando uma garrafa pet na cabeça, cheia d´água e flores dentro.

Seus passinhos curtos e graciosos, desafiam a natureza e arrancam aplausos por onde ela passa. Impressionante como ela consegue terminar todos os percursoa, devagarzinho, é claro, quase sempre é a ultima a chegar, mas chega.

De sandálias havaianas e a indumentária que não tem nada a ver com o tipo de exercício que está fazendo, são outros ingredientes que deixam nosso queixo caído. Quando cruza a linha de chegada, seus fãs, "eu me incluo", vão ao delírio. Ela, então, é o meu principal argumento para convencer as pessoas a caminharem ou participarem de uma corrida de rua e assim, iniciarem a cuidar de sua saúde, saindo do sedentarismo.

Não sei por quanto tempo nós vamos ter a companhia da simpática Maria Amélia da Conceição, nossa querida Maria do Vaso, mas espero que ainda por muito tempo, tempo suficiente para inspirar muita gente a acreditar em si mesmo, a superar suas deficiências, a vencer o comodismo e cuidar-se de corpo de alma.

Na sua simplicidade, ela não sabe o bem que me faz. Quando saímos de casa para uma corrida, nos lembramos de calçar o melhor tênis, roupas apropriadas, óculos escuros, bonés. Há quem leve MP3, cantil, GPS, e tanta coisa. Ela não lembra de nada disso, lembra apenas de levar uma garrafa com flores. Talvez para dizer que vale a pena o esforço da corrida da vida. Talvez para dizer que podemos passar pela estrada da existência e exibir algo bonito. Talvez para perfumar o caminho de quem está ao seu lado.

Talvez para dizer que, se todos carregássemos flores, transformaríamos as ruas e avenidas em belos jardins.

Dona Maria, você é o vaso que carrega flores bonitas dentro de si. Você é a flor que enfeita nossas ruas. Acredito que essas palavras não só minhas, mas de todos os corredores de rua de Fortaleza.

Um grande beijo,
Jansen Viana / CE

 

 

03. A Cicarelli correu atrás de mim

Você pode até não acreditar, mas a Daniela Cicarelli correu feito uma louca atrás de mim. Verdade verdadeira, acredite! Ela bem que se esforçou, mas não conseguiu me pegar. Não é para todo mundo não, ela só corre atrás dos fenomenais. Aliás, entenda bem, eu não estou dizendo que sou um fenômeno, sei que alguma mente maldosa pode fazer umas suposições descabidas. Mas a verdade é que a Cicarelli correu atrás de mim.
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Correu atrás de você também? Parabéns! Confesso que nem me esforcei demais para isso. Estava no meu ritmo normal. Ela é que ficou atrás de mim. Eu circundei o shopping, e ela atrás. Entrei na rua, e ela atrás. Corri para o bosque, e ela ainda atrás, acredita? Eu saí do bosque feito uma bala. Pensa que ela desistia? Continuava correndo desesperada atrás de mim. Eu não ia deixar ela me pegar, né? Tenho uma honra a preservar. O que eu diria lá em casa ?
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Só sei, meu amigo, que essa corrida me valeu duas medalhas. Uma já recebi, quando entreguei o chip que estava amarrado no meu asics. A outra vou receber bem no meio dos meus peitos, com a marca de cinco dedos, logo depois que minha mulher ler esse texto. Mas que a Cicarelli correu atrás de mim, correu.

 

Jansen Viana / CE

 

04. Dunas Race 2008, Equipe Portaldocorredor

Amigos nas minhas últimas 48 horas de vida (13 e 14/09/2008), dediquei 12 horas delas ao nosso convívio, ao nosso conhecimento e as nossas superações, compartilhar desta corrida louca ao lado de vocês foi super importante e de um amadurecimento muito grande para mim.... pois a superação de cada um transformou-se num denominador comum, concluir as 12 horas do DUNAS RACE correndo e não sentado vendo os outros passarem.... Tiro o meu chapéu para a Marlene pois mesma com uma lesão continuou bravamente a correr e dando o máximo para a sua superação e para somar sempre mais uma volta. Tiro o meu chapéu para o Rubens que mesmo com a sua indisposição orgânica não se deu por vencido, e sim, mostrou o verdadeiro espírito de guerreiro e continuou a correr. Tiro o meu chapéu para o Erivam!!! Sim o Erivam, pois ele foi o termômetro da nossa equipe, sempre dando força quando pensávamos em desistir e sempre ali no pé da grade torcendo por nós e dizendo "agora você vai dar duas voltas" e seus comandados davam as voltas necessárias para somar a equipe, e como ele mesmo falou "o difícil não é dar a volta o difícil é estar aqui de fora só olhando vocês correrem". E o Emanuel foi surpreendente, o cara é incansável, correu, correu e correu muito, e fica para mim um grande exemplo de persistência por um objetivo, tiro o meu chapelão para o Emanuel!!! Quero agradecer de coração a todos vocês do quarteto fantástico e em especial ao Félix por ter me proporcionado conhecer pessoas maravilhosas...


Um forte abraço !

Demétrio Chrisostomo / CE
Equipe Portaldocorredor.com

 

Agradeço a oportunidade pela participação neste evento, pois estive com pessoas maravilhosas como Félix, Demétrio, Rubens, Emanuel, Erivan meu heroi e meu filho Gabriel, que na verrdade o que mais fez, foi dormir. Mas de todo coração, estava contando as horas para o fim do evento por conta do cansaço.

Ao mesmo tempo com saudades de todos, pois mostraram coleguismo, esforço, dedicaçaõ, ect... tudo que uma equipe precisa, pois nos momento que achava que alguém teria que sacrificar-se, nesse mesmo aparecia um para mostrar que conseguiria mais uma volta, e assim superamos este desafio a noite inteira, porque é um desafio muito grande para quem nunca parcipou. Espero todos em outros eventos.

Sobre detalhes da corrida, Adolfo, parabéns de uma forma geral, mas infelizmente falhas existiram, foram poucas. Espero que no próximo ano seja no mesmo local. A acomodação para as familias, o percuso sem subidas difíceis ajudam muito. Precisamos de mais eventos deste tipo. Vamos no próximo ano fiscalizar mais, pois existem pessoas dezonestas que não encaram a corrida festa entre amigos, na primeira oportunidade cortam caminho, espero que essas pessoas tenham maturidade e respeito com o próximo, pois tudo não passa de uma brincadeira maravilhosa.


Marlene Querino / CE

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Comecei assim...

Fiquei assim...

Depois assim...

E no final assim...

Sabia que seria duro, mas, confesso que não sabia que seria também uma lição de vida. Tudo estava dando certo, todos fazendo suas voltas no relógio, maravilhoso... Mas tinha a lição. E tudo que tão brilhantemente relatou o Demétrio começou a acontecer quando minha coxa travou... Ali no meio da volta. E agora ? Não consigo andar ! O que faço ? Em segundos pensei em todos. No esforço de cada um... Não poderia ficar parado ali... Não ! Foi desesperador... E todo o tempo que o Emanuel ganhou pra nós... E Marlene e Demétrio virando voltas no tempo justo e sei como estava difícil manter o ritmo... Caramba ! Eu ia prejudicar a equipe... Pior ! Não conseguia mesmo me mexer.

O rapaz da organização disse: quer ajuda ? Mas qual ? Correr pra mim ? Avisar a equipe ? Como ? De repente, pronto ! Destravou voltei mancando, mas fui e veio uma vontade grande de chorar quando entreguei o chip para o Demétrio. Pelo menos não acabei com tudo.

A dor passou, ai veio o pó de guaraná - me intoxicou - passei muito mal... Queria desistir. Mas vocês estavam lá - eu deitava Erivan falava: vamos, mais uma ? Dá ? Tem que dar ! Se ele pudesse iria no meu lugar, tenho certeza ! Olhava Marlene e não acreditava como ela conseguia voltar com a perna lesionada. Demétrius era gelo no joelho e pernas pra que te quero... Dando duas voltas ! Surpreendente ! Emanuel admirável atleta - sempre ajudando a equipe. E que espírito ! Que humildade ! Já vi tantos se vangloriando. Ele não, só queria vencer conosco, não o Dunas Race, mas a nossa corrida, o nosso desafio. Obrigado grande atleta ! E obrigado Demétrio, Marlene, Erivan, Félix em seu desafio pessoal, grande exemplo de amor ao esporte. E nosso mascote dorminhoco (desculpe não ter decorado seu nome, mas guardei sua simpatia). Nosso ponto de apoio não tinha muito, mas tinha alma. Obrigado a Deus por essa madrugada inesquecível e por todos que colocou no meu caminho nesse dia incrível. Amém!


Rubens Teixeira / CE

 

Após noites de ansiedade, tudo deu certo, mais do que certo, e ainda com ótimas surpresas ao longo do caminho, ou seja, das 12 horas de revezamento.

Sei que não conseguimos chegar ao pódium, mas acho que todos perceberam como foi difícil se manter onde estávamos. Todos foram levados ao seu limite físico e mental.


Na metade da prova, ví um guerreiro querendo desistir e uma guerreira sentada, lesionada. Momentos depois, ví ambos de pé, correndo como se nada tivesse acontecido, dois exemplos de superação !

"Não conquistamos o pódium para os olhares de todos, mas conseguimos erguer algo mais importante e valioso que estava dentro de nós, a força do companheirismo ".

Do lado de fora, no apoio, tivemos o grande Erivan, esposo de Marlene, sempre acordado e motivando a todos que passavam, foi mais um exemplo de companheirismo, de um pai, esposo, atleta e amigo, que deveria estar correndo, não fosse uma lesão no joelho dias antes da prova. Vale lembrar também do pequeno Gabriel, que enquanto esteve acordado participou ativamente do apoio a todos nós.

Outro incansável foi Demétrio, que sempre esteve disposto, sem demonstrar problemas, e quando não estava correndo sempre estava dançando ao ritmo do DJ do evento, motivando a todos ou tirando fotos.

Emanuel foi outro capítulo a parte. Nos momentos mais difíceis em que Marlene ou Rubens estavam mal, ele chamou a responsabilidade para sí e correu por todos, no verdadeiro espírito de equipe, sem reclamar de nada.

Finalizando, acho que desta vez consegui unir o útil ao agradável e fazer o que realmente eu desejava, correr entre pessoas maravilhosas que tinham em sí um pensamento em comum, fazer o melhor para todos, independente do resultado.


Valeu a experiência !

Félix Luis / CE
Equipe Portaldocorredor.com

 

05. O Atletismo na minha vida

Atletismo é um dos esportes que sempre me chamou a atenção e a corrida de rua tem um atrativo especial. Até perto dos meus quarenta anos só tinha disposição para praticar alguna modalidade sentado ou deitado de frente para a televisão. No belo dia do mês de novembro do ano de 2006, a tardinha, resolvi fazer uma pequena caminhada. Achei que era possível correr um pouca e fiz uma tentativa tendo como resultado, após percorrer uns 100 metros, foi uma espécie de tontura com um cansaço assustador. Ressalto que nunca fui fumante nem viciado em qualquer outro tipo de droga. Diante da situação tive a certeza que estava mal fisicamente, procurei atendimento médico e após os resultados dos exames decidi que iria correr, lógico que comecei andando por várias semanas até a ponto de correr 30 minutos consecutivos. Não custa relatar aqui que não encontrei ainda nesta nossa cidade um lugar apropriado para andantes e corredores tendo que dividir o espaço com carros e bicletas. Nos segundo semestre de 2007 tomei conhecimento que seria realiza a I corrida Iguatemi Fortaleza. Providenciei minha inscrição e assim participei pela primeira vez de uma competição do gênero, com apoio daqueles que amo, foi maravilhoso. Desde então faço o possível para participar das corridas e incentivo aqueles que me cercam a praticar algum tipo de atividade física, pois e extremamente importante cuidarmos da nossa saúde física e mental.

Estive na II corrida da CAGECE correndo com meu filho pela primeira vez e nem precisava dizer que foi maravilhoso.

Ozair Rodrigues / CE
Equipe Portaldocorredor.com

 

06. Maratona de Porto Alegre 2008, minha primeira maratona

Há sonhos que nascem na simplicidade da vida, no meio da rua. Surgem rápido, correndo. São frutos de devaneios. Aqueles sonhos acordados que sorrateiramente passam a visitar a intimidade da alma na profundeza do sono. Assim nasceu meu sonho de correr uma maratona. Não um sonho antigo, mas um sonho novo, desses mesmos que nascem “correndo”. Desculpem a redundância, mas foi isso mesmo, um sonho que surgiu rápido em minha vida, gerado nas ruas, correndo minha dura corrida contra a obesidade. Mas, por favor, não confundam; um sonho rápido e rueiro não quer dizer que seja leviano ou fugaz, pelo contrário, alimentado diariamente, passo a passo, adquiriu a robustez suficiente para se tornar uma obsessiva decisão.

Tudo começou mesmo quando minha cardiologista me obrigou a fazer uma atividade física regular. A única viável que encontrei foi correr nas ruas. De repente eu estava participando de corridas de 10 km.

Dois anos depois eu já tinha corrido uma meia-maratona. Corri duas, três. Aí minhas pernas insanas disseram para minha cabeça louca: “corra uma maratona”. Meus desmiolados amigos corredores fizeram coro e eu, igual a cacimba do Piauí, peguei corda.

 

Decidir correr uma maratona implica antes em decidir enfrentar uma maratona de treinamentos, cumprir uma planilha rigorosa e submeter sua rotina, sua alimentação, sua agenda, sua família a esse novo “estilo de vida”. Como disse meu médico “Uma maratona não é brincadeira, ou você se prepara ou você desiste”. Eu não sou de desistir fácil.

Foram cinco meses de preparação. Confesso que não fui disciplinado o suficiente, confesso que pensei em desistir muitas vezes. Confesso que a preguiça, em manhãs chuvosas, deixou-me na cama cheio de mandriice e culpa. Mas com a mesma honestidade confesso também que senti muita alegria e orgulho a cada comprido longão cumprido (se é longão então já é comprido, desculpem o pleonasmo).

A prova escolhida foi a 25ª. Maratona de Porto Alegre, por ter um percurso plano e um clima frio, itens importantíssimos na economia de energia para um atleta “meia-boca” como eu. Juntei-me com os amigos, compramos as passagens, fizemos reservas no hotel e “fumosimbora”. Fazia cerca de 10 graus Celsius quando a corrida começou. Eu ali, todo paramentado, camisa manga longa por baixo da camisa do evento, bermuda térmica por baixo do calção, cara de medroso por baixo da cara de valente. O apito soou e ouvi alguém gritar “Vamos brincar”. Acho que foi um anjo do céu, pois a palavra exorcizou o demônio da tensão que me possuía por completo naquele instante. Com o coração aliviado, repetia para mim mesmo a palavra mágica “diversão” à medida que ensaiava os primeiros passos de dezenas de milhares que se seguiriam nas próximas cinco horas.

Jansen Viana / CE

 

07. O primeiro pódium na categoria

Após a Corrida da Caixa no último dia 10/08/2008 em Fortaleza, completei o percurso como sempre faço e fui para casa depois. No dia seguinte fiquei sabendo que havia conseguido o meu primeiro pódium. Consegui entrar em contato com a organização através do site Portaldocorredor, e eles se prontificaram a enviar a medalha. Parabéns Félix, você que tão bem representa o amor pela corrida de rua, deixo o meu especial agradecimento, pois, nas vezes em que entrei em contato com você pelo site sempre fui prontamente atendido. Você demonstra o verdadeiro espírito de companheirismo que deve haver entre os que praticam a corrida como meio de lazer e esporte.

Rubens Teixeira/ CE

 

08. Um novo estilo de vida

Meu nome é Carlos Augusto Bandeira de Lavor, tenho 48anos e pratico corrida de rua há um ano e meio.

Há 22 anos atrás eu decidi deixar de beber, pois a bebida estava acabando com minha vida social, até a família já estava me abandonando, sendo assim no dia 04 de agosto de 1986 eu prometi a mim mesmo que daquele dia em diante não beberia mais nada que contivesse álcool, e até hoje venho mantendo essa promessa.

No ano de 2006 não me recordo o dia nem o mês, ao subir em uma balança fiquei preocupado, pois era fumante e estava com 12kg acima do meu peso normal, e comecei a fazer caminhada e logo fui perdendo peso, mas minha condição física era muito ruim, pois o cigarro não me deixava respirar direito, assim mesmo continuei com as caminhadas que logo fui intercalando com pequenas corridas, de um, dois, e até 5km.

Em janeiro do ano passado fiquei sabendo das corridas de rua resolvi participar. A primeira foi a corrida do Náutico, onde completei os 5Km em 48min, chegando ao final praticamente sem fala, foi ai que decidi parar de fumar. E hoje mesmo sem nenhuma orientação profissional já participei de várias corridas inclusive as 10milhas noturnas com o tempo de 1:38min e nas corridas de 10Km meu tempo é entre 49 e 53min. Gostaria de deixar uma frase para reflexão. Você é maior que qualquer vício é capaz de superar todos os obstáculos, creia em Deus e corra, pois o tempo não espera por você!

Carlos Augusto / CE

 

09. Minha primeira São Silvestre

Chegamos a São Paulo 2 dias antes da corrida. Clima instável, com sol e chuva, da forma como algumas pessoas haviam dito antes. A ansiedade aumenta a cada minuto, a hora da largada é esperada como uma decisão importante a ser tomada sem tempo para pensar.

Fomos para o local da largada 3 horas antes do início da prova e ficamos em pé guardando lugar na avenida por quase 2h e 30 minutos, normalmente seria cansativo, mas com a adrenalina elevada esse tempo passou rápido. Enquanto ficamos em pé esse tempo todo o pelotão de elite ficava confortavelmente a frente, com espaço para fazer aquecimento, descançar, alongar, etc... no nosso caso, ficávamos quase colados um ao outro, não havia espaço para quase nada. Aquecer, alongar, só se fosse pedindo licença e saltanto com cuidado de vez em quando. Outro problema do pelotão geral do povão é o mal cheiro provocado por urina. Muitos atletas, levam bebidas isotônicas, suco ou água para beber antes da corrida e sem poderem sair do lugar por várias horas, muitos urinam no chão, se agachando... a nossa sorte foi que choveu e aos poucos o mal cheiro foi saindo, mas ai veio o frio que nos deixou por alguns minutos tremendo.

Na largada, enquanto o pelotão de elite dispara livremente, o povão caminha desordenadamente por causa dos empurrões. Somos jogados pra lá e pra cá por alguns minutos até que aos poucos o espaço vai surgindo e começamos a caminhar mais rápido até correr, mesmo que devagar. Só conseguimos correr mais rápido depois de uns 5 minutos ou 10 minutos. No início, ví algumas pessoas caindo, uns tropeçavam, outros eram derrubados acidentalmente e outros escorregavam na tinta de sinalização do alfalto molhado pela chuva.

Passada essa fase tensa da corrida, começamos a fazer o que tínhamos em mente, aos poucos começamos a correr livremente pra lá e pra cá procurando espaço na multidão. É gostoso passar milhares de pessoas, mas ao mesmo tempo sabemos que muitos estão a nossa frente. Fiquei admirando as pessoas nas calçadas e prédios próximos incentivando os atletas, neste ponto os paulistas dão de goleada em relação a todas as corridas que já participei em Fortaleza e pelo interior do estado. O percurso desconhecido aos poucos vai ficando para trás, prédios altos, viadutos, subidas e descidas marcam o percurso da São Silvestre. Para quem não conhece, isso atrapalha, pois você nunca sabe o que terá pela frente para fazer uma estratégia de corrida adequada. Nas últimas curvas e subidas, avista-se ao longe a grande torre do prédio da Gazeta Esportiva, é a chegada da prova, a partir deste momento aumentei meu ritmo nos 2Km finais, pois percebi a distância aproximada que faltava para percorrer, cheguei tranquilo e sei que posso correr mais do que corri em minha estreia. Em Fortaleza mesmo já fiz corridas mais dificeis e pretendo na próxima São Silvestre baixar bastante o meu tempo, se aproximando o maximo de 01h ou até em menos, quem sabe.

Félix Luis / CE
Equipe Portaldocorredor.com

 

10. A dupla que ninguém viu

Você já pensou em treinar bastante para uma competição de 21 Km durante alguns meses, chegar o dia da corrida, você chamar parentes para assistirem a prova, correr quase a exaustão e depois não aparecer no resultado ?

Pois foi isso que aconteceu comigo e com meu companheiro de dupla na Maratona Pão de Açúcar de Revezamento em 2006. Corremos na categoria dupla e no final foi como se não tivéssemos nem ido ao local, fomos invisíveis até para o chip. Passei e-mails para a organização do evento, FCAt, e disseram que não corremos. Só sei que tivemos todos os cuidados com a colocação dos chips e braçadeira e mesmo assim algo errado aconteceu em nossa cronometragem. Não desejo isso para ninguém, mas fica a lição, erros eletrônicos são possíveis sim, e o pior é que neste caso, de nada adiantaram as reclamações e até uma foto que tiramos na corrida com o número de peito. Moral da história, cuidado com os chips !

Félix Luis / CE
Equipe Portaldocorredor.com

 

11. Correr de costas, você faria ?

Roberth Myrchuwm, apelido " Kalango ", 46 anos. Sou corredor de rua, maratonista, corro hoje graças a iniciativa de largar o vício do cigarro através do esporte ( corridas de rua ). Eu é que não me sento no trono de um apartamento com a boca escancarada, cheia de dentes esperando a morte chegar, por isso, corro... corro... muito... Sou o único corredor de rua, que eu saiba, no Brasil, que correu duas corridas de rua de costas. Uma de 10 Km em Taguatinga e outra em Brasilia, ambas em 2005. A de 10 Km, fiz em 01:22:00, e a outra, de 8 Km em 00:52:00.

Tenho 84 trofeus e 250 medalhas, até o final de 2007. Comecei a correr no dia 22/09/2002 na Corrida do SESC de 10 Km, com o tempo de 00:46:09. Hoje, meu melhor tempo é 00:35:56, na Corrida de Reis 2007, aqui em Brasilia.

Tenho também várias tatuagens. Comecei a me tatuar aos 19 anos, e não parei até hoje. Atualmente possuo 180 tatuagens pelo corpo, e também sou considerado o corredor mais tatuado de brasilia.

Se algum dia eu me for, peço a Deus que isso aconteça quando eu estiver treinando ou competindo, porque morrerei feliz, pois estarei fazendo o que gosto, que é correr.

Roberth Myrchuwm, Ceilância / DF

 

12. Muito boas as mudanças...

Mudou da água para o vinho, eu já acessei o site antigo, aquele do Muttley Team que tinha o endereço enorme. Fiquei sabendo do site através de um amigo quando visitei Fortaleza com uns amigos aqui da Ingleterra na época da Maratona do Pão de Açucar. Agora estarei mais atualizado com as notícias daí para quando eu voltar novamente, só não sei quando.

Ronald Santiago, Birmingham / Inglaterra


 

13. Parabéns pelo site

Gostaria de parabeniza-los pela iniciativa inovadora de criar um site direcionado para o atletismo cearense, pois em outros sites só nos resta informações de eventos no sul e sudeste e por incrível que pareça existe mais informações de provas fora do brasil do que as realizadas pelas bandas de cá. Será que estamos vivendo fora de nosso país ou sera puro descaso mesmo ? Saibam que vcs a partir de agora assumem uma responsabilidade muito grande, a de manter uma verdadeira legião de atletas que, assim como eu sente falta de informações atualizadas e corretas. Mais uma vez parabens pela iniciativa, e que Deus ilumine vossos caminhos e dê força para continuar tão belo trabalho. Um cordial abraço.

Roger Ximenes Prado, Fortaleza / CE

 

14. Parabéns pela iniciativa

Parabéns pela iniciativa e a qualidade do site, tornando-se um importante meio de comunicação e divulgação do atletismo. Felicidades !

- Professor das disciplinas de Atletismo I e II da Unifor.
- Técnico de Atletismo da Unifor.
- Professor e Técnico de Atletismo do Colégio Militar de Fortaleza.

Prof. Américo Ximenes, Fortaleza / CE

 

15. Parabenizo pelo belíssimo e organizado site

Estava faltando um site com este padrão. Espero que possamos ter todas as informações referente os eventos no Estado e no Brasil. É importante que cada evento tenha informações referente a local e data da realização, local, data da inscrição e outras informações importantes. Grato !

Luiz Carlos Lima, Fortaleza / CE

 

 

16. A minha primeira corrida

Certo dia, no auge de meus 20 e poucos anos, eu estava em casa em mais um final de semana como outro qualquer... liguei a TV, e vi uma multidão largando na Corrida de São Silvestre. Mudei de canal e estava passando um jogo de futebol na TV.

Enquanto isso, eu estava em casa, sentado no sofá, comendo biscoito recheado, bebendo coca-cola e vendo TV... e quando parei para pensar, essa era a minha rotina de vida durante os últimos anos, trabalhar, estudar de segunda a sexta-feira, sair com os amigos de vez em quando, fazer compras, pagar contas, etc...

Em outro final de semana, eu estava novamente diante da TV e vi a divulgação de uma corrida de rua que iria acontecer em minha cidade. Anotei algumas informações da corrida em um papel e sai para fazer a minha inscrição. Fiz a minha inscrição na sexta-feira e a corrida já era no domingo, ai você já imagina o preparo físico do atleta.

Coloquei o relógio para despertar às 5 horas no domingo, a corrida seria às 8 horas. Acordei cedo, e fui tomar meu café da manhã. Como eu queria chegar fortalecido na corrida para não fazer feio, preparei um sanduíche do tipo x-tudo e tomei uma caneca de uns 500ml de chocolate com leite, e no caminho, ainda comi umas duas bananas.

Me preparei para a corrida com a roupa mais adequada que eu achei que teria, um short tipo bermuda que eu jogava futebol de vez em quando, uma camiseta e um par de tênis básicos, nada demais... Cheguei ao local da corrida às 7 horas, e lá vi muita gente já correndo, aquecendo, e fui fazer o mesmo.

De cara, vi um grupo de pessoas perto de um muro puxando as pernas para trás apoiados no muro e fui fazer o mesmo. Na primeira puxada de perna que dei já senti um estralo, parecia ter quebrado ou tirado algo do lugar... mas continuei.

Depois dei uns pulos e fui correr como muitos estavam fazendo. Na metade da primeira volta na praça, senti algo estranho no meu estômago. De repente, senti aquele gosto de chocolate com banana e ovos subindo pela minha garganta, dei um arroto e parei, achei que não seria nada demais.

Parei de correr, fiquei dando mais alguns pulos e alongando, ai chamaram para a largada. Seria uma corrida de 8 Km.

Como a chegada ficava mais ou menos perto de minha casa, tinha como idéia inicial terminar a corrida e ir caminhando para casa depois.

Vai ser dada à largada... fui para a primeira fileira e percebi que alguns corredores me olhavam de forma estranha... já já eu saberia o motivo.

Foi dada a largara... nunca vi de perto um pinote tão violento na minha vida... em questão de segundos os caros voaram na minha frente... e eu fui ficando para trás, pessoas de todas as idades e sexo passavam rapidamente por mim... e eu pensando que sabia o que era correr. Isso sem falar dos empurrões e cotoveladas que escapei de receber.

Uns 300 metros depois da largada o meu destino já estava traçado. Novamente voltei a sentir aquele gosto familiar subindo na minha garganta, e desta vez não teve volta.

Em questão de segundos passei uma das maiores vergonhas da minha vida. Involuntariamente, provoquei colocando pedaços de banana, ovos, chocolate e tudo mais para fora... o negócio foi tão violento que acho que até sujei quem estava perto de mim, foi um jato de comida violento, e acho que eu não tinha corrido nem 500 metros ainda.

Após isso, tudo escureceu... fiquei tonto, gelado, parecia bêbado, e só tive uma opção, sentar na primeira parada de ônibus que vi. Ainda bem que não tinha ninguém lá.

Fiquei sentado uns 20 minutos vendo o mundo girar na minha frente até que voltei ao normal e resolvi que não iria mais correr. Mas ai veio a outra desagradável surpresa... cadê o dinheiro para voltar para casa ?

Como a chegada da corrida seria perto da minha casa eu calculei que iria participar da corrida normalmente e depois iria caminhando para casa, sou seja, peguei apenas o dinheiro de ida para o ônibus.

Comecei a caminhar todo sujo para chegar em casa. Para não chamar a atenção, tirei a camisa podre e coloquei no ombro.

Quando eu passei pelo local da chegada umas 3 horas depois não tinha mais nada, já estavam fazendo a limpeza da rua.

Cheguei em casa, minha mãe que estava dormindo quando eu saí bem cedo me perguntou de onde eu vinha... e falei... venho da pracinha mãe, fui jogar bola com os amigos...

E assim foi a verdadeira história de minha primeira e traumatizante corrida. Hoje, passados mais de 15 anos, estou bem melhor em corridas, corro de forma mais responsável e agradável.

 

OBS: O autor pediu anonimato / CE

 

 

 

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