.
Comecei assim... 
Fiquei assim... 
Depois assim... 
E no final assim... 
Sabia
que seria duro, mas, confesso que não sabia que seria
também uma lição de vida. Tudo estava
dando certo, todos fazendo suas voltas no relógio,
maravilhoso... Mas tinha a lição. E tudo que
tão brilhantemente relatou o Demétrio começou
a acontecer quando minha coxa travou... Ali no meio da volta.
E agora ? Não consigo andar ! O que faço ? Em
segundos pensei em todos. No
esforço de cada um... Não poderia ficar parado
ali... Não ! Foi desesperador... E todo o tempo que
o Emanuel ganhou pra nós... E Marlene e Demétrio
virando voltas no tempo justo e sei como estava difícil
manter o ritmo... Caramba ! Eu ia prejudicar a equipe... Pior
! Não conseguia mesmo me mexer.
O
rapaz da organização disse: quer ajuda ? Mas
qual ? Correr pra mim ? Avisar a equipe ? Como ? De repente,
pronto ! Destravou voltei mancando, mas fui e veio uma vontade
grande de chorar quando entreguei o chip para o Demétrio.
Pelo menos não acabei com tudo.
A
dor passou, ai veio o pó de guaraná - me intoxicou
- passei muito mal... Queria desistir. Mas vocês estavam
lá - eu deitava Erivan falava: vamos, mais uma ? Dá
? Tem que dar ! Se ele pudesse iria no meu lugar, tenho certeza
! Olhava Marlene e não acreditava como ela conseguia
voltar com a perna lesionada. Demétrius era gelo no
joelho e pernas pra que te quero... Dando duas voltas ! Surpreendente
! Emanuel admirável atleta - sempre ajudando a equipe.
E que espírito ! Que humildade ! Já vi tantos
se vangloriando. Ele não, só queria vencer conosco,
não o Dunas Race, mas a nossa corrida, o nosso desafio.
Obrigado
grande atleta ! E obrigado Demétrio, Marlene, Erivan,
Félix em seu desafio pessoal, grande exemplo de amor
ao esporte. E nosso mascote dorminhoco (desculpe não
ter decorado seu nome, mas guardei sua simpatia). Nosso ponto
de apoio não tinha muito, mas tinha alma. Obrigado
a Deus por essa madrugada inesquecível e por todos
que colocou no meu caminho nesse dia incrível. Amém!
Rubens Teixeira / CE
Após
noites de ansiedade, tudo deu certo, mais do que certo, e
ainda com ótimas surpresas ao longo do caminho, ou
seja, das 12 horas de revezamento.
Sei
que não conseguimos chegar ao pódium, mas acho
que todos perceberam como foi difícil se manter onde
estávamos. Todos foram levados ao seu limite físico
e mental.
Na metade da prova, ví um guerreiro querendo desistir
e uma guerreira sentada, lesionada. Momentos depois, ví
ambos de pé, correndo como se nada tivesse acontecido,
dois exemplos de superação !
"Não
conquistamos o pódium para os olhares de todos, mas
conseguimos erguer algo mais importante e valioso que estava
dentro de nós, a força do companheirismo ".
Do
lado de fora, no apoio, tivemos o grande Erivan, esposo de
Marlene, sempre acordado e motivando a todos que passavam,
foi mais um exemplo de companheirismo, de um pai, esposo,
atleta e amigo, que deveria estar correndo, não fosse
uma lesão no joelho dias antes da prova. Vale lembrar
também do pequeno Gabriel, que enquanto esteve acordado
participou ativamente do apoio a todos nós.
Outro
incansável foi Demétrio, que sempre esteve disposto,
sem demonstrar problemas, e quando não estava correndo
sempre estava dançando ao ritmo do DJ do evento, motivando
a todos ou tirando fotos.
Emanuel
foi outro capítulo a parte. Nos momentos mais difíceis
em que Marlene ou Rubens estavam mal, ele chamou a responsabilidade
para sí e correu por todos, no verdadeiro espírito
de equipe, sem reclamar de nada.
Finalizando,
acho que desta vez consegui unir o útil ao agradável
e fazer o que realmente eu desejava, correr entre pessoas
maravilhosas que tinham em sí um pensamento em comum,
fazer o melhor para todos, independente do resultado.
Valeu a experiência !
Félix Luis / CE
Equipe Portaldocorredor.com
05.
O Atletismo na minha vida
Atletismo
é um dos esportes que sempre me chamou a atenção
e a corrida de rua tem um atrativo especial. Até perto
dos meus quarenta anos só tinha disposição
para praticar alguna modalidade sentado ou deitado de frente
para a televisão. No belo dia do mês de novembro
do ano de 2006, a tardinha, resolvi fazer uma pequena caminhada.
Achei que era possível correr um pouca e fiz uma tentativa
tendo como resultado, após percorrer uns 100 metros,
foi uma espécie de tontura com um cansaço assustador.
Ressalto que nunca fui fumante nem viciado em qualquer outro
tipo de droga. Diante da situação tive a certeza
que estava mal fisicamente, procurei atendimento médico
e após os resultados dos exames decidi que iria correr,
lógico que comecei andando por várias semanas
até a ponto de correr 30 minutos consecutivos. Não
custa relatar aqui que não encontrei ainda nesta nossa
cidade um lugar apropriado para andantes e corredores tendo
que dividir o espaço com carros e bicletas. Nos segundo
semestre de 2007 tomei conhecimento que seria realiza a I
corrida Iguatemi Fortaleza. Providenciei minha inscrição
e assim participei pela primeira vez de uma competição
do gênero, com apoio daqueles que amo, foi maravilhoso.
Desde então faço o possível para participar
das corridas e incentivo aqueles que me cercam a praticar
algum tipo de atividade física, pois e extremamente
importante cuidarmos da nossa saúde física e
mental.
Estive
na II corrida da CAGECE correndo com meu filho pela primeira
vez e nem precisava dizer que foi maravilhoso.
Ozair
Rodrigues / CE
Equipe Portaldocorredor.com
06.
Maratona de Porto Alegre 2008, minha primeira maratona
Há
sonhos que nascem na simplicidade da vida, no meio da rua.
Surgem rápido, correndo. São frutos de devaneios.
Aqueles sonhos acordados que sorrateiramente passam a visitar
a intimidade da alma na profundeza do sono. Assim nasceu meu
sonho de correr uma maratona. Não um sonho antigo,
mas um sonho novo, desses mesmos que nascem “correndo”.
Desculpem a redundância, mas foi isso mesmo, um sonho
que surgiu rápido em minha vida, gerado nas ruas, correndo
minha dura corrida contra a obesidade. Mas, por favor, não
confundam; um sonho rápido e rueiro não quer
dizer que seja leviano ou fugaz, pelo contrário, alimentado
diariamente, passo a passo, adquiriu a robustez suficiente
para se tornar uma obsessiva decisão.
Tudo
começou mesmo quando minha cardiologista me obrigou
a fazer uma atividade física regular. A única
viável que encontrei foi correr nas ruas. De repente
eu estava participando de corridas de 10 km.
Dois
anos depois eu já tinha corrido uma meia-maratona.
Corri duas, três. Aí minhas pernas insanas disseram
para minha cabeça louca: “corra uma maratona”.
Meus desmiolados amigos corredores fizeram coro e eu, igual
a cacimba do Piauí, peguei corda.
Decidir
correr uma maratona implica antes em decidir enfrentar uma
maratona de treinamentos, cumprir uma planilha rigorosa e
submeter sua rotina, sua alimentação, sua agenda,
sua família a esse novo “estilo de vida”.
Como disse meu médico “Uma maratona não
é brincadeira, ou você se prepara ou você
desiste”. Eu não sou de desistir fácil.
Foram cinco meses de preparação. Confesso que
não fui disciplinado o suficiente, confesso que pensei
em desistir muitas vezes. Confesso que a preguiça,
em manhãs chuvosas, deixou-me na cama cheio de mandriice
e culpa. Mas com a mesma honestidade confesso também
que senti muita alegria e orgulho a cada comprido longão
cumprido (se é longão então já
é comprido, desculpem o pleonasmo).
A
prova escolhida foi a 25ª. Maratona de Porto Alegre, por
ter um percurso plano e um clima frio, itens importantíssimos
na economia de energia para um atleta “meia-boca”
como eu. Juntei-me com os amigos, compramos as passagens, fizemos
reservas no hotel e “fumosimbora”. Fazia cerca de
10 graus Celsius quando a corrida começou. Eu ali, todo
paramentado, camisa manga longa por baixo da camisa do evento,
bermuda térmica por baixo do calção, cara
de medroso por baixo da cara de valente. O apito soou e ouvi
alguém gritar “Vamos brincar”. Acho que foi
um anjo do céu, pois a palavra exorcizou o demônio
da tensão que me possuía por completo naquele
instante. Com o coração aliviado, repetia para
mim mesmo a palavra mágica “diversão”
à medida que ensaiava os primeiros passos de dezenas
de milhares que se seguiriam nas próximas cinco horas.
Jansen
Viana / CE
07.
O primeiro pódium na categoria
Após
a Corrida da Caixa no último dia 10/08/2008 em Fortaleza,
completei o percurso como sempre faço e fui para casa
depois. No dia seguinte fiquei sabendo que havia conseguido
o meu primeiro pódium. Consegui entrar em contato com
a organização através do site Portaldocorredor,
e eles se prontificaram a enviar a medalha. Parabéns
Félix, você que tão bem representa o amor
pela corrida de rua, deixo o meu especial agradecimento, pois,
nas vezes em que entrei em contato com você pelo site
sempre fui prontamente atendido. Você demonstra o verdadeiro
espírito de companheirismo que deve haver entre os que
praticam a corrida como meio de lazer e esporte.
Rubens
Teixeira/ CE
08.
Um novo estilo de vida
Meu
nome é Carlos Augusto Bandeira de Lavor, tenho 48anos
e pratico corrida de rua há um ano e meio.
Há
22 anos atrás eu decidi deixar de beber, pois a bebida
estava acabando com minha vida social, até a família
já estava me abandonando, sendo assim no dia 04 de agosto
de 1986 eu prometi a mim mesmo que daquele dia em diante não
beberia mais nada que contivesse álcool, e até
hoje venho mantendo essa promessa.
No ano de 2006 não me recordo o dia nem o mês,
ao subir em uma balança fiquei preocupado, pois era fumante
e estava com 12kg acima do meu peso normal, e comecei a fazer
caminhada e logo fui perdendo peso, mas minha condição
física era muito ruim, pois o cigarro não me deixava
respirar direito, assim mesmo continuei com as caminhadas que
logo fui intercalando com pequenas corridas, de um, dois, e
até 5km.
Em janeiro do ano passado fiquei sabendo das corridas de rua
resolvi participar. A primeira foi a corrida do Náutico,
onde completei os 5Km em 48min, chegando ao final praticamente
sem fala, foi ai que decidi parar de fumar. E hoje mesmo sem
nenhuma orientação profissional já participei
de várias corridas inclusive as 10milhas noturnas com
o tempo de 1:38min e nas corridas de 10Km meu tempo é
entre 49 e 53min. Gostaria de deixar uma frase para reflexão.
Você é maior que qualquer vício é
capaz de superar todos os obstáculos, creia em Deus e
corra, pois o tempo não espera por você!
Carlos Augusto / CE
09.
Minha primeira São Silvestre
Chegamos
a São Paulo 2 dias antes da corrida. Clima instável,
com sol e chuva, da forma como algumas pessoas haviam dito antes.
A ansiedade aumenta a cada minuto, a hora da largada é
esperada como uma decisão importante a ser tomada sem
tempo para pensar.
Fomos
para o local da largada 3 horas antes do início da prova
e ficamos em pé guardando lugar na avenida por quase
2h e 30 minutos, normalmente seria cansativo, mas com a adrenalina
elevada esse tempo passou rápido. Enquanto ficamos em
pé esse tempo todo o pelotão de elite ficava confortavelmente
a frente, com espaço para fazer aquecimento, descançar,
alongar, etc... no nosso caso, ficávamos quase colados
um ao outro, não havia espaço para quase nada.
Aquecer, alongar, só se fosse pedindo licença
e saltanto com cuidado de vez em quando. Outro problema do pelotão
geral do povão é o mal cheiro provocado por urina.
Muitos atletas, levam bebidas isotônicas, suco ou água
para beber antes da corrida e sem poderem sair do lugar por
várias horas, muitos urinam no chão, se agachando...
a nossa sorte foi que choveu e aos poucos o mal cheiro foi saindo,
mas ai veio o frio que nos deixou por alguns minutos tremendo.
Na
largada, enquanto o pelotão de elite dispara livremente,
o povão caminha desordenadamente por causa dos empurrões.
Somos jogados pra lá e pra cá por alguns minutos
até que aos poucos o espaço vai surgindo e começamos
a caminhar mais rápido até correr, mesmo que devagar.
Só conseguimos correr mais rápido depois de uns
5 minutos ou 10 minutos. No início, ví algumas
pessoas caindo, uns tropeçavam, outros eram derrubados
acidentalmente e outros escorregavam na tinta de sinalização
do alfalto molhado pela chuva.
Passada
essa fase tensa da corrida, começamos a fazer o que tínhamos
em mente, aos poucos começamos a correr livremente pra
lá e pra cá procurando espaço na multidão.
É gostoso passar milhares de pessoas, mas ao mesmo tempo
sabemos que muitos estão a nossa frente. Fiquei admirando
as pessoas nas calçadas e prédios próximos
incentivando os atletas, neste ponto os paulistas dão
de goleada em relação a todas as corridas que
já participei em Fortaleza e pelo interior do estado.
O percurso desconhecido aos poucos vai ficando para trás,
prédios altos, viadutos, subidas e descidas marcam o
percurso da São Silvestre. Para quem não conhece,
isso atrapalha, pois você nunca sabe o que terá
pela frente para fazer uma estratégia de corrida adequada.
Nas últimas curvas e subidas, avista-se ao longe a grande
torre do prédio da Gazeta Esportiva, é a chegada
da prova, a partir deste momento aumentei meu ritmo nos 2Km
finais, pois percebi a distância aproximada que faltava
para percorrer, cheguei tranquilo e sei que posso correr mais
do que corri em minha estreia. Em Fortaleza mesmo já
fiz corridas mais dificeis e pretendo na próxima São
Silvestre baixar bastante o meu tempo, se aproximando o maximo
de 01h ou até em menos, quem sabe.
Félix
Luis / CE
Equipe Portaldocorredor.com
10.
A dupla que ninguém viu
Você
já pensou em treinar bastante para uma competição
de 21 Km durante alguns meses, chegar o dia da corrida, você
chamar parentes para assistirem a prova, correr quase a exaustão
e depois não aparecer no resultado ?
Pois
foi isso que aconteceu comigo e com meu companheiro de dupla
na Maratona Pão de Açúcar de Revezamento
em 2006. Corremos na categoria dupla e no final foi como se
não tivéssemos nem ido ao local, fomos invisíveis
até para o chip. Passei e-mails para a organização
do evento, FCAt, e disseram que não corremos. Só
sei que tivemos todos os cuidados com a colocação
dos chips e braçadeira e mesmo assim algo errado aconteceu
em nossa cronometragem. Não desejo isso para ninguém,
mas fica a lição, erros eletrônicos são
possíveis sim, e o pior é que neste caso, de nada
adiantaram as reclamações e até uma foto
que tiramos na corrida com o número de peito. Moral da
história, cuidado com os chips !
Félix
Luis / CE
Equipe Portaldocorredor.com
11.
Correr de costas, você faria ?
Roberth
Myrchuwm, apelido " Kalango ", 46 anos. Sou corredor
de rua, maratonista, corro hoje graças a iniciativa de
largar o vício do cigarro através do esporte (
corridas de rua ). Eu é que não me sento no trono
de um apartamento com a boca escancarada, cheia de dentes esperando
a morte chegar, por isso, corro... corro... muito... Sou o único
corredor de rua, que eu saiba, no Brasil, que correu duas corridas
de rua de costas. Uma de 10 Km em Taguatinga e outra em Brasilia,
ambas em 2005. A de 10 Km, fiz em 01:22:00, e a outra, de 8
Km em 00:52:00.
Tenho
84 trofeus e 250 medalhas, até o final de 2007. Comecei
a correr no dia 22/09/2002 na Corrida do SESC de 10 Km, com
o tempo de 00:46:09. Hoje, meu melhor tempo é 00:35:56,
na Corrida de Reis 2007, aqui em Brasilia.
Tenho
também várias tatuagens. Comecei a me tatuar aos
19 anos, e não parei até hoje. Atualmente possuo
180 tatuagens pelo corpo, e também sou considerado o
corredor mais tatuado de brasilia.
Se
algum dia eu me for, peço a Deus que isso aconteça
quando eu estiver treinando ou competindo, porque morrerei feliz,
pois estarei fazendo o que gosto, que é correr.
Roberth
Myrchuwm, Ceilância / DF
12.
Muito boas as mudanças...
Mudou
da água para o vinho, eu já acessei o site antigo,
aquele do Muttley Team que tinha o endereço enorme. Fiquei
sabendo do site através de um amigo quando visitei Fortaleza
com uns amigos aqui da Ingleterra na época da Maratona
do Pão de Açucar. Agora estarei mais atualizado
com as notícias daí para quando eu voltar novamente,
só não sei quando.
Ronald
Santiago, Birmingham / Inglaterra
13.
Parabéns pelo site
Gostaria
de parabeniza-los pela iniciativa inovadora de criar um site
direcionado para o atletismo cearense, pois em outros sites
só nos resta informações de eventos no
sul e sudeste e por incrível que pareça existe
mais informações de provas fora do brasil do que
as realizadas pelas bandas de cá. Será que estamos
vivendo fora de nosso país ou sera puro descaso mesmo
? Saibam que vcs a partir de agora assumem uma responsabilidade
muito grande, a de manter uma verdadeira legião de atletas
que, assim como eu sente falta de informações
atualizadas e corretas. Mais uma vez parabens pela iniciativa,
e que Deus ilumine vossos caminhos e dê força para
continuar tão belo trabalho. Um cordial abraço.
Roger
Ximenes Prado, Fortaleza / CE
14.
Parabéns pela iniciativa
Parabéns
pela iniciativa e a qualidade do site, tornando-se um importante
meio de comunicação e divulgação
do atletismo. Felicidades !
-
Professor das disciplinas de Atletismo I e II da Unifor.
- Técnico de Atletismo da Unifor.
- Professor e Técnico de Atletismo do Colégio
Militar de Fortaleza.
Prof.
Américo Ximenes, Fortaleza / CE
15.
Parabenizo pelo belíssimo e organizado site
Estava
faltando um site com este padrão. Espero que possamos
ter todas as informações referente os eventos
no Estado e no Brasil. É importante que cada evento tenha
informações referente a local e data da realização,
local, data da inscrição e outras informações
importantes. Grato !
Luiz
Carlos Lima, Fortaleza / CE
16.
A minha primeira corrida
Certo
dia, no auge de meus 20 e poucos anos, eu estava em casa em
mais um final de semana como outro qualquer... liguei a TV,
e vi uma multidão largando na Corrida de São Silvestre.
Mudei de canal e estava passando um jogo de futebol na TV.
Enquanto
isso, eu estava em casa, sentado no sofá, comendo biscoito
recheado, bebendo coca-cola e vendo TV... e quando parei para
pensar, essa era a minha rotina de vida durante os últimos
anos, trabalhar, estudar de segunda a sexta-feira, sair com
os amigos de vez em quando, fazer compras, pagar contas, etc...
Em
outro final de semana, eu estava novamente diante da TV e vi
a divulgação de uma corrida de rua que iria acontecer
em minha cidade. Anotei algumas informações da
corrida em um papel e sai para fazer a minha inscrição.
Fiz a minha inscrição na sexta-feira e a corrida
já era no domingo, ai você já imagina o
preparo físico do atleta.
Coloquei
o relógio para despertar às 5 horas no domingo,
a corrida seria às 8 horas. Acordei cedo, e fui tomar
meu café da manhã. Como eu queria chegar fortalecido
na corrida para não fazer feio, preparei um sanduíche
do tipo x-tudo e tomei uma caneca de uns 500ml de chocolate
com leite, e no caminho, ainda comi umas duas bananas.
Me
preparei para a corrida com a roupa mais adequada que eu achei
que teria, um short tipo bermuda que eu jogava futebol de vez
em quando, uma camiseta e um par de tênis básicos,
nada demais... Cheguei ao local da corrida às 7 horas,
e lá vi muita gente já correndo, aquecendo, e
fui fazer o mesmo.
De
cara, vi um grupo de pessoas perto de um muro puxando as pernas
para trás apoiados no muro e fui fazer o mesmo. Na primeira
puxada de perna que dei já senti um estralo, parecia
ter quebrado ou tirado algo do lugar... mas continuei.
Depois
dei uns pulos e fui correr como muitos estavam fazendo. Na metade
da primeira volta na praça, senti algo estranho no meu
estômago. De repente, senti aquele gosto de chocolate
com banana e ovos subindo pela minha garganta, dei um arroto
e parei, achei que não seria nada demais.
Parei
de correr, fiquei dando mais alguns pulos e alongando, ai chamaram
para a largada. Seria uma corrida de 8 Km.
Como
a chegada ficava mais ou menos perto de minha casa, tinha como
idéia inicial terminar a corrida e ir caminhando para
casa depois.
Vai
ser dada à largada... fui para a primeira fileira e percebi
que alguns corredores me olhavam de forma estranha... já
já eu saberia o motivo.
Foi
dada a largara... nunca vi de perto um pinote tão violento
na minha vida... em questão de segundos os caros voaram
na minha frente... e eu fui ficando para trás, pessoas
de todas as idades e sexo passavam rapidamente por mim... e
eu pensando que sabia o que era correr. Isso sem falar dos empurrões
e cotoveladas que escapei de receber.
Uns
300 metros depois da largada o meu destino já estava
traçado. Novamente voltei a sentir aquele gosto familiar
subindo na minha garganta, e desta vez não teve volta.
Em
questão de segundos passei uma das maiores vergonhas
da minha vida. Involuntariamente, provoquei colocando pedaços
de banana, ovos, chocolate e tudo mais para fora... o negócio
foi tão violento que acho que até sujei quem estava
perto de mim, foi um jato de comida violento, e acho que eu
não tinha corrido nem 500 metros ainda.
Após
isso, tudo escureceu... fiquei tonto, gelado, parecia bêbado,
e só tive uma opção, sentar na primeira
parada de ônibus que vi. Ainda bem que não tinha
ninguém lá.
Fiquei
sentado uns 20 minutos vendo o mundo girar na minha frente até
que voltei ao normal e resolvi que não iria mais correr.
Mas ai veio a outra desagradável surpresa... cadê
o dinheiro para voltar para casa ?
Como
a chegada da corrida seria perto da minha casa eu calculei que
iria participar da corrida normalmente e depois iria caminhando
para casa, sou seja, peguei apenas o dinheiro de ida para o
ônibus.
Comecei
a caminhar todo sujo para chegar em casa. Para não chamar
a atenção, tirei a camisa podre e coloquei no
ombro.
Quando
eu passei pelo local da chegada umas 3 horas depois não
tinha mais nada, já estavam fazendo a limpeza da rua.
Cheguei
em casa, minha mãe que estava dormindo quando eu saí
bem cedo me perguntou de onde eu vinha... e falei... venho da
pracinha mãe, fui jogar bola com os amigos...
E
assim foi a verdadeira história de minha primeira e traumatizante
corrida. Hoje, passados mais de 15 anos, estou bem melhor em
corridas, corro de forma mais responsável e agradável.
OBS:
O autor pediu anonimato / CE
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