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PORTFÓLIO ESPORTIVO DE ATLETAS

 

Nome: Félix Luis Borges Vieira.
Idade: 37 anos.
Profissão: Prof. informática, consultor e web designer.
Tempo no esporte:
4 anos, com provas na década 90.
Total de competições: 78 até o final de 2008.
Treinamentos: 3 a 4 vezes por semana.
Locais treinamento: Messejana, W. Soares, Praia Iracema.
Patrocínio: Portaldocorredor.com
Contatos: portaldocorredor@gmail.com

 

Principais resultados:

- 1º Categoria Quarteto, Ultramaratona 12 horas Dunas Race 2007, 172 Km / 4.

- 3º Categoria, Desafio das Capitais 2008, 25 Km.

- 4º Geral Corrida dos Ventos, Beach Park 2005.

- 5º Geral Duatlhon terrestre de revezamento FETRIECE 2006.

- 6º Geral Categoria Solo, Ultramaratona 12 horas Dunas Race 2008, 81 Km.

- 7º Categoria Meia Maratona SESI do Ceará 2008.

- 7º Categoria 5Km Corrida UNIMED 2008.

- 7º Categoria Corrida Caprius Cross 2007 e 2008.

- 7º Categoria Circuito Nacional Corridas Nutry 2007.

- 8º Categoria Corrida CAGECE 2008.

- 9º Categoria Corrida OAB 2008.

- 14º Categoria Octeto Maratona Pão de Açúcar Revezamento 2008.

 

Principais corridas:

4º Geral Corrida dos Ventos, Beach Park 2005; 5º Geral Duatlhon terrestre de revezamento FETRIECE 2006; 14º Geral Corrida Personal Care 2006; 12º Categoria Corrida Guaiúba 2007; 12º Categoria Corrida Marinha 2006; 12º Categoria Corrida SEBRAE 2006; 12º Categoria Corrida de São Pedro, Baturité / Aracoiaba 2006; 14º Categoria Corrida dos Farmacêuticos 2006; 22º Maratona Pão de Açúcar de Revezamento, dupla 2006; 24º Categoria Corrida da Polícia Militar 2006; 28º Categoria Corrida SINDUSCON 2006; 37º Categoria Meia Maratona de Fortaleza 2006; 38º Categoria Corrida de Rua UNIFOR 2006; 38º Categoria Circuito Nacional de Corridas de Rua Caixa 2006; 28º Categoria Meia Maratona de Fortaleza 2007; 26º Categoria Circuito Nacional de Corrida dos Carteiros 2007; 1º Geral Revezamento Dunas Race 2007, quarteto misto; 25º Categoria Circuito Nacional Corridas Rua Caixa 2007; 7º Categoria Circuito Nacional Corridas Nutry 2007; 7º Categoria Corrida Caprius Cross 2007; 36º Categoria Corrida Shopping Iguatemi 2007; 28º Categoria Corrida de Rua UNIFOR 2007; 7º Categoria Corrida Caprius Cross 2008; 23º Categoria Corrida dos Farmacêuticos 2008; 12º Categoria Corrida de Guaiúba 2008; 17º Categoria Meia Maratona de Fortaleza 2008; 43º Categoria Corrida Colégio Militar de Fortaleza 2008; 27º Categoria 10 Milhas Noturnas do Ceará 2008; 15º Categoria Corrida Náutico Atlético Cearense*; Corrida do Fogo Corpo de Bombeiros 2008; 13º Categoria Octeto Maratona Pão de Açúcar de Revezamento 2008; 7º Categoria Meia Maratona SESI do Ceará 2008; 8º Categoria Corrida CAGECE 2008; 31º Categoria Circuito Nacional Caixa 2008; 9º Categoria Corrida OAB 2008; 22º Geral Guaramiranga Running 2008; 18º Categoria Caprius Cross IV; 6º Geral Ultramaratona 12 horas Dunas Race 2008; 17º Categoria Corrida Correios 2008; 7º Categoria 5Km Corrida UNIMED 2008; 26º Geral 5Km Corrida Jandaia Family Run 2008; 14º Categoria Caprius Cross V 2008; 83º Geral Corrida de Ubajara 2008; 27º Geral Desafio das Capitais 2008; Corrida UNIFOR 2008; Seletiva São Silvestre Sobral 2008.

Meia Maratona SESI 2008 - O meu melhor tempo nos 21 Km

 

Depoimento: Desafio das Capitais, um desafio além das capitais

Hoje, estou aqui relatando que esta foi a corrida mais interessante e difícil de todas as que corri até agora. Meses atrás, falei o mesmo da Meia Maratona do SESI e depois da Ultramaratona noturna de 12 horas, ou seja, daqui a algum tempo pode até aparecer outra prova que venha a superar o Desafio das Capitais, mas o momento agora é desta prova, e merece o registro.

Quando ouvi falar que aconteceria esta prova, fiquei muito empolgado, pois o percurso é um velho conhecido meu... é comum eu fazer treinos longos passando pela Washington Soares, Eusébio e Aquiraz, pois moro nas proximidades. Mas nas vésperas da prova achei que eu não estivesse preparado, pois como já estamos no final do ano, o condicionamento físico cai um pouco, pois as provas longas já passaram.

Faltando duas semanas para a prova tentei treinar pelo menos uma meia maratona duas vezes, e não consegui, parei faltando 4 ou 5 Kms, por isso fiquei com receio de não completar os 25Km da prova. Mas o dia chegou e tudo deu certo. Corri os primeiros Kms mais lento, e aos poucos fui aquecendo e melhorando o ritmo, aos poucos os amigos foram ficando para trás, até que concluí o percurso com 2h 2min e 20 segundos, por pouco não fiz o que eu desejava, que era correr abaixo das 2 horas, mas as últimas subidas do percurso não deixaram.

Resumindo, foi um desafio muito interessante, pois como diz o ditado, treino é treino e jogo é jogo, e até aquela ocasião eu não havia ainda participado de uma corrida de 25Km, (embora já tivesse treinado até 32 Km), e só havia corrido meia maratonas, parece quase a mesma coisa, mas são 4Km a mais no final, parece pouco, mas não é, pode acreditar.

Para mim, foi muito mais dificil completar os 25Km do Desafio das Capitais do que correr os 81Km do Dunas Race, pois os 25 foram contínuos, e os 81 foram com intervalos de descanço durante as 12 horas de prova.

Mas valeu a experiência, aos poucos estou melhorando o meu desempenho em provas longas, e vejo que tenho um melhor rendimento em provas deste tipo. Tenho certeza que próximo ao irei superar os 100Km na Ultramaratona Dunas Race.

Só lamento o incidente de um assalto a mão armada que aconteceu durante o percurso do Desafio das Capitais com um atleta, sabemos que foi um fato isolado, mas se aconteceu foi porque existiam pontos vulneráveis de segurança no caminho.

 

Depoimento: Minha primeira Ultramaratona

Como diz aquele programa do Canal Discovery, “Sobrevivi” !

Com o meu porte físico de jóquei, e para quem só era acostumado correr oficialmente os 21,1 Km, desta vez me superei e corri quase uma Comrades, a mais famosa ultramaratona do mundo, fiz 80,9 Km durante o Revezamento Noturno e Ultramaratona de 12 horas Dunas Race 2008 em Fortaleza, a Comrades, na África do Sul, são 89 Km.

Fiquei na 6ª Colocação na categoria solo competindo com ultramaratonistas experientes com rodagem pelo Brasil e mundo a fora. Outra equipe que formei competiu na categoria quarteto misto, e deve ter ficado também na 6ª colocação com 154,7 Km, pois o resultado oficial não saiu até o momento de edição deste texto. O quarteto misto foi composto pelos atletas, Emanuel Sales, Demétrio Santos, Rubens Teixeira, Marlene Silva e Erivan Silva e seu filho Gabriel, que ficaram por fora no apoio logístico da equipe, mas todos foram verdadeiros heróis durante as 12 horas de prova.

A largada da corrida aconteceu às 19h 40 do dia 13/09, no Autódromo Internacional do Eusébio em Fortaleza, e terminou às 7h 40 do domingo, 14/09. Aproximadamente 350 atletas participaram da prova, uma volta no autódromo tinha 2.380 metros.

Iniciada a prova, larguei lá atrás, entre os últimos, bem diferente do que eu estou acostumado a fazer. Ano passado, fui campeão na categoria quarteto misto e o ritmo era bem mais forte.

Fiz a primeira volta apenas para conhecer o percurso e voltei para nosso box onde estávamos alojados para refazer cálculos. De cara já vi que a estratégia que eu havia feito teria de ser alterada por causa do tempo que fiz na volta. Da segunda volta em diante, eu só pensava em fazer pelo menos as 20 voltas obrigatórias para não ser desclassificado.

Na volta 18, já fiquei feliz pois havia feito a minha primeira maratona, ta certo que não foi correndo continuamente, tive algumas paradas estratégicas, pois o objetivo final seria bem maior que uma maratona, o ritmo era bem mais lento, mas fiz os 42 Km. Daí em diante, parei, tomei um banho, troquei de roupa, recebi uma massagem e fiz mais duas voltas para completar a vigésima volta obrigatória. Meta de classificação alcançada, passei a correr mais motivado, o meu limite físico seria o divisor de águas, me empolguei, aumentei o ritmo e corri 10 voltas consecutivas (23,8 Km), até 5 da manhã aproximadamente. Com os primeiros raios de sol, eu já estava bem cansado, mas não exausto. Fui para o box, parei mais um pouco para hidratação e fiz as últimas voltas mais caminhando do que correndo, e só não consegui uma volta extra no final porque fiquei a 40 segundos de conseguir abrir a última volta, pois o cronômetro zerou, seriam 35, mas fiquei satisfeito com as 34 que fiz, mas tenho certeza que com alguns ajustes estratégicos para o próximo ano, posso superar tranqüilamente 40 voltas no mínimo.

Finalizando, desta vez não conseguimos o podium como no ano passado, mas garanto que a medalha que conquistei é a mais especial do meu quadro de medalhas a partir de agora.

Gostei muito de correr na categoria solo, e já penso em novos desafios, quem sabe até fora do país, como a Comrades, com o apoio de particulares ou alguma empresa.

Na foto, já com o dia claro, o quarteto misto com Erivan no apoio logístico, e eu de camisa amarela. Pela ordem... Rubens Teixeira, Erivan Silva, Marlene Querino, Demétrio Santos, Félix Luis e Emanuel Sales.

Revezamento e Ultramaratona Dunas Race 2008. Pela ordem: Rubens Teixeira,
Erivan Silva, Marlene Silva, Demétrio Santos, Félix Luis e Emanuel Sales

 

Depoimento: O jumento maluco

No dia 31/08/2008, realizou-se aqui em Fortaleza a 4ª edição da Corrida Caprius Cross. Desta vez, a corrida aconteceu no Hotel Resort Porto D' Aldeia, próximo ao Complexo Turístico do Beach Park, conhecido internacionalmente. A corrida teve um percurso com trechos de asfalto com subidas, passagem por dunas e algumas trilhas com areaia batida e vegetação. No final da corrida, nos últimos 2 Km, passamos pelo trecho de terra batida e vegetação, onde tinham alguns jumentos amarrados em um terreno, comendo capim tranquilamente. De repente, um deles assustou-se com a passagem dos corredores e entrou em pânico. Saiu em disparada arrebentando a corda que o prendia e passou correndo perigosamente entre nos, até ir para o outro lado do terreno onde estavam outros jumentos. De repente, quando pensamos que ele iria parar, veio a surpresa. Ao chegar perto dos outros jumentos, ainda correndo devagar, ele cravou seus dentes violentamente na traseira de outro jumento que estava amarrado, parado, sem ter nada haver com a história. Este coitado ficou gritando e dando coiçes para todos os lados sem sucesso, os dentes do jumento maluco continuavam a morder ele, até que o pobre jumento resolveu sair correndo também, só ví os dois caindo ao chão, presos pelas cordas que prendiam o infeliz... não fiquei para ver o resto da história, continuei minha corrida... de longe só escutei aquele grito de jumento desesperado. Os amigos Ribamar e Francisco estavam ao meu lado e acompanharam parte deste relato maluco dentro de uma corrida.

 

Depoimento: Minha primeira São Silvestre

Chegamos a São Paulo 2 dias antes da corrida. Clima instável, com sol e chuva, da forma como algumas pessoas haviam dito antes. A ansiedade aumenta a cada minuto, a hora da largada é esperada como uma decisão importante a ser tomada sem tempo para pensar.

Fomos para o local da largada 3 horas antes do início da prova e ficamos em pé guardando lugar na avenida por quase 2h e 30 minutos, normalmente seria cansativo, mas com a adrenalina elevada esse tempo passou rápido. Enquanto ficamos em pé esse tempo todo o pelotão de elite ficava confortavelmente a frente, com espaço para fazer aquecimento, descançar, alongar, etc... no nosso caso, ficávamos quase colados um ao outro, não havia espaço para quase nada. Aquecer, alongar, só se fosse pedindo licença e saltanto com cuidado de vez em quando. Outro problema do pelotão geral do povão é o mal cheiro provocado por urina. Muitos atletas, levam bebidas isotônicas, suco ou água para beber antes da corrida e sem poderem sair do lugar por várias horas, muitos urinam no chão, se agachando... a nossa sorte foi que choveu e aos poucos o mal cheiro foi saindo, mas ai veio o frio que nos deixou por alguns minutos tremendo.

Na largada, enquanto o pelotão de elite dispara livremente, o povão caminha desordenadamente por causa dos empurrões. Somos jogados pra lá e pra cá por alguns minutos até que aos poucos o espaço vai surgindo e começamos a caminhar mais rápido até correr, mesmo que devagar. Só conseguimos correr mais rápido depois de uns 5 minutos ou 10 minutos. No início, ví algumas pessoas caindo, uns tropeçavam, outros eram derrubados acidentalmente e outros escorregavam na tinta de sinalização do alfalto molhado pela chuva.

Passada essa fase tensa da corrida, começamos a fazer o que tínhamos em mente, aos poucos começamos a correr livremente pra lá e pra cá procurando espaço na multidão. É gostoso passar milhares de pessoas, mas ao mesmo tempo sabemos que muitos estão a nossa frente. Fiquei admirando as pessoas nas calçadas e prédios próximos incentivando os atletas, neste ponto os paulistas dão de goleada em relação a todas as corridas que já participei em Fortaleza e pelo interior do estado. O percurso desconhecido aos poucos vai ficando para trás, prédios altos, viadutos, subidas e descidas marcam o percurso da São Silvestre. Para quem não conhece, isso atrapalha, pois você nunca sabe o que terá pela frente para fazer uma estratégia de corrida adequada. Nas últimas curvas e subidas, avista-se ao longe a grande torre do prédio da Gazeta Esportiva, é a chegada da prova, a partir deste momento aumentei meu ritmo nos 2Km finais, pois percebi a distância aproximada que faltava para percorrer, cheguei tranquilo e sei que posso correr mais do que corri em minha estreia. Em Fortaleza mesmo já fiz corridas mais dificeis e pretendo na próxima São Silvestre baixar bastante o meu tempo, se aproximando o maximo de 01h ou até em menos, quem sabe.

 

Depoimento: A dupla que ninguém viu

Você já pensou em treinar bastante para uma competição de 21 Km durante alguns meses, chegar o dia da corrida, você chamar parentes para assistirem a prova, correr quase a exaustão e depois não aparecer no resultado ?

Pois foi isso que aconteceu comigo e com meu companheiro de dupla na Maratona Pão de Açúcar de Revezamento em 2006. Corremos na categoria dupla e no final foi como se não tivéssemos nem ido ao local, fomos invisíveis até para o chip. Passei e-mails para a organização do evento, FCAt, e disseram que não corremos. Só sei que tivemos todos os cuidados com a colocação dos chips e braçadeira e mesmo assim algo errado aconteceu em nossa cronometragem. Não desejo isso para ninguém, mas fica a lição, erros eletrônicos são possíveis sim, e o pior é que neste caso, de nada adiantaram as reclamações e até uma foto que tiramos na corrida com o número de peito. Moral da história, cuidado com os chips !

 

Félix Luis, Fortaleza / CE

 

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