Os
países que mais poluem EUA e China, não querem
assumir compromissos que podem reduzir o aquecimento global,
porque desta forma a produção industrial e a economia
de suas nações "entrariam em colapso",
enquanto isso, industrias, veículos e gazes tóxicos
continuam contribuindo para a redução constante
da camada de ozônio de nosso planeta a cada ano.
Em
contra partida, as conseqüências do aquecimento global
são percebidas a cada dia com temperaturas cada vez mais
altas, nevascas cada vez mais intensas, enchentes, terremotos,
tsunamis, degelos, etc...
No
dia a dia brasileiro, cidades que eram quentes estão
cada vez mais quentes, e cidades que antes passavam a maior
parte do ano no frio hoje já sofrem com temperaturas
elevadas.
No
esporte, a cada dia aumentam os casos de desmaios e mortes associadas
às altas temperaturas, mas nem sempre estes fatos são
divulgados.
No
Brasil, o monopólio das emissoras de TV obrigam atletas
de várias modalidades a competirem em horários
totalmente inadequados, como por exemplo, partidas de futebol
iniciando às 11 da manhã ou 14h e corridas de
rua às 10 da manhã.
Em
Fortaleza, temos corridas de rua começando quase às
9h da manhã com temperatura bastante elevadas, ou seja,
um esporte que deveria ser saudável a todos transforma-se
em uma verdadeira tortura aliada a uma generalizada falta de
respeito aos atletas, que em sua grande maioria não são
acostumados ou orientados a treinarem com temperaturas tão
elevadas, o que não é nenhum absurdo, convenhamos.
Alguns
fatos recentes reforçam esta tese, como por exemplo:
O comentarista esportivo e ex-jogador, Batista, desmaia durante
transmissão do Campeonato Gaúcho 2010; Meia Maratona
Internacional do Rio 2009, vários atletas buscam atendimento
médico por causa do calor; Meia Maratona SESI Fortaleza
2008, atleta queniano desmaia durante a prova; Maratona de Chicago
2007, centenas de atletas buscam atendimento médico por
causa do forte calor; Maratona de Rotterdam 2007, prova é
suspensa por causa do calor.
COMENTÁRIOS:
Alexandre
Minardi,
Técnico de atletismo do Cruzeiro / BH
Acho
que nesse verão às provas deveriam ter suas largadas
às 6 horas da manhã, pois até aqui em belo
horizonte o calor está na faixa de 38 a 40º graus.
Colocando provas no horário de 9 hs. que é o normal,
com certeza vai ter muita gente passando mal e isso é
ruim.
Acho que os organizadores das provas não tem que ficar
preocupando com largadas por causa do horário imposto
pelas TVs e sim preocupar com a saúde do atleta, com
um horário adequado, iIsso digo não só
no atletismo mas também no futebol.
Por
exemplo: domingo último, a FMF (Federação
Mineira de Futebol) marcou o jogo do América Mineiro
contra o América de Teófilo Otoni, no norte de
minas que já é super quente, para 11 horas da
manhã, isso é um crime. haja coração!!!
os atletas do América Mineiro, ficaram indignados mas
foram obrigados a jogarem. Se fosse um time grande daqui de
BH, eu duvido que colocariam para jogarem nesse horário.
Rodolfo
Lucena,
Foha de São Paulo / SP
Rodolfo
Lucena, jornalista e maratonista internacional, participou em
2009 da 23ª edição da Maratona do Fogo em
Dourados, Mato Grosso do Sul. Durante a corrida, Rodolfo relata
que faltou água no percurso, fato que forçou vários
atletas a abandonarem a prova, menos ele, que não se
dobrou e foi até o final com a ajuda de pessoas que acompanhavam
a corrida de carro e forneciam água aos atletas.
Mas
a falha da organização não se limitou apenas
a falta de água no percurso. Com a prova ainda em andamento,
um ônibus da organização saiu oferecendo
carona aos atletas que estavam demorando a chegar. Mas ainda
teríamos surpresas... no final, o pior aconteceu, não
havia mais chegada, ou seja, os organizadores desmontaram a
estrutura da prova antes de alguns atletas concluirem o percurso,
inclusive o amigo Rodolfo Lucena, que estava correndo e observando
todos estes detalhes da prova. Veja abaixo o registro do pórtico
sendo retirado antes da chegada de alguns atletas.

Veja
esta e várias outras matérias no Blog + Corridas
de Rodolfo na Folha de São Paulo, Clique
Aqui...
Félix
Luis,
Portaldocorredor.com
Em
Fortaleza, muitas provas importantes e com grande estrutura
largam tarde e com atraso, o que faz com que o calor seja o
maior adverário dos atletas, principalmente os amadores,
que não são acostumados a treinarem com sol forte.
De
uma forma geral, acho que todas as provas deveriam começar
mais cedo, embora o deslocamento dos atletas ao local seja prejudcado
nesses horários. Largadas às 6h 30 mim e 7h seriam
ideais para a nossa região, ou então, caberia
aos organizadores inovarem e colocarem o horário das
corridas para o final de tarde, com largada às 17h.
Rodolfo
Lucena,
Foha de São Paulo / SP
Apelo
aos organizadores de provas.
O
horário de verão terminou ontem, mas a estação
calorenta continua. No Brasil, aliás, é sempre
tempo quente na maior parte do território.
Por
isso mesmo, está mais do que na hora de as empresas que
organizam provas pensarem um pouco mais na saúde e no
bem-estar dos corredores, puxando para mais cedo o horário
da largada.
E
olhe que, a julgar pelos termômetros dos últimos
dias, nem assim as corridas seriam realizadas em condições
recomendadas pela IAAF, a Fifa do atletismo.
Nelson
Evêncio, presidente da Associação dos Treinadores
de Corrida de São Paulo, diz que o manual da entidade
internacional recomenda bandeira preta para temperatura acima
de 28 graus e umidade de acima de 75% (há ainda outras
condições de bandeira preta). Nessas condições,
diz ele, não deveria haver a competição
ou deveria ser interrompida, mas infelizmente é uma recomendação
e não uma proibição.
Por
isso, acabam acontecendo em condições adversas
até mesmo competições internacionais do
calendário oficial, como o Campeonato Mundial de Meia
Maratona, que tivemos em 2008 no Rio de Janeiro, e as maratonas
do Mundial de Osaka (2007) e dos Jogos Olímpicos de Pequim
(2008).
O
que não significa que os organizadores de provas para
amadores não possa colocar suas corridas mais cedo, começando
provas longas, como um meia maratona, às 7h, por exemplo.
A saúde dos corredores agradece. A contrapartida é
de alto risco, conforme explica o doutor Gilson Shinzato, especialista
que atua no HCor.
Ele
diz que, em temperaturas acima de 20ºC, o corpo pode perder
até dois litros de água por hora durante exercício
intenso. Citando o livro "Sports Injury Assesment and Rehabilitation",
Shinzato aponta quatro síndromes à hipertermia
induzida por exercício: 1) Cãimbras, geralmente
relacionadas à grande perda de sódio e potássio;
2) Síncope, com vasodilatação e represamento
do sangue nas extremidades reduzindo o retorno venoso ao coração
e causando desmaio por pressão arterial baixa e insuficiente
fluxo sanguíneo para o cérebro; 3) Exaustão
por calor, com fraqueza extrema, hipertermia (39,5ºC),
sede, redução da produção urinária,
confusão mental ou delírio, cãimbras, cefaléia,
taquicardia, hipotensão, mialgia, vômitos e diarréia;
e 4). Colapso por calor, emergência médica com
falência do mecanismo termorregulador do organismo. Não
há mais sudorese, há hipertermia acima de 40ºC
e o atleta está seco, vermelho e com diversos graus de
comprometimento cerebral, desde confusão mental até
o coma, podendo falecer se não houver atendimento rápido.
É
por isso que quem defende os corredores procura oferecer a eles
as melhores condições de desempenho com saúde.
A ATC, diz Evêncio, "já se reuniu com organizadores
de provas e sugeriu mudanças de horários, além
da melhor distribuição de água, de hidratantes
e da orientação aos corredores via microfone e
informativos antes da prova".
Além
disso, ele afirma que os treinadores têm recomendado que,
no calor, os atletas diminuam o ritmo, corram somente para participar
ou simplesmente não participem de provas onde haja risco.
"Atualmente, estamos procurando apoiar e recomendar as
provas onde as largadas ocorrem mais cedo", resume Evêncio.
Complementando,
o doutor Shinzato diz que o American College of Sports Medicine
produziu um elenco de recomendações para evitar
lesões em corredores que participam de provas de fundo
em altas temperaturas. Entre elas, estão as seguintes
orientações: "Todos os eventos de verão
devem ser agendados cedo, de preferência antes das 8h
ou, à tarde, após as 18h para minimizar a radiação
solar; suprimento de água deve ser garantido antes da
largada e a cada 2-3 km. Os fiscais de corrida devem ser orientados
para reconhecer sinais de colapso térmico e os controles
de tráfego e comunicação por rádio
devem permitir o rápido atendimento; um diretor médico
familiarizado com fisiologia do exercício, medicina esportiva
e emergências, incluindo hipertermia, deve coordenar o
suporte médico do evento juntamente com o diretor de
corrida.
Então,
organizadores de provas, que tal começar as corridas
longas às 7h? Ou ainda mais cedo, dependendo do Estado?
A saúde dos brasileiros agradece.
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Félix
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