Brasileiros conquistam 15 medalhas,
mas ficam abaixo do esperado
.
Pequim
ficou para trás, e com ela, centenas
de recordes foram superados com a colaboração
da tecnologia e da força de vontade
de muitos atletas. Michael
Phelps, Usain Bolt e sua turma da Jamaica
foram os destaques, mas além dos destaques
positivos vários outros aspectos merecem
atenção.
.
No
caso no Brasil, conquistamos 15 medalhas no
total, a mesma quantidade de Atlanta 1996,
mas só que desta vez a quantidade de
investimentos públicos e privados foram
muito maiores.
A
decepção do governo com o resultado
não é declarada, mas sabemos
que existe uma grande frustração,
principalmente por tratar-se de um período
que antecede as eleições.
Aos
poucos, torna-se evidente o que todos já
sabem, mas aqueles que dominam a liberação
de verbas, fazem as leis ou que são
responsáveis pela mídia, não
querem ver.
O
Brasil é considerado o país
do futebol, sendo assim, a divulgação
e o apoio a outras modalidades é infinitamente
inferior. Conseguir espaço na mídia
para divulgar um evento que não seja
o futebol torna-se uma verdadeira humilhação.
Como poderemos incentivar, descobrir e atrair
jovens talentos para outras modalidades desta
forma ?
No
Brasil, na grande maioria dos casos, investe-se
apenas em quem já tem resultados expressivos
no esporte, ou seja, jovens carentes que precisam
de apoio ou adultos que ainda possuem potencial
ficam jogados a própria sorte ou sujeitos
a tramites burocráticos de algum projeto
social ou esportivo.
Nas
olimpíadas de Pequim, atletas expressivos
de nosso país falharam em suas tentativas
de conquistarem medalhas, Jadel Gregório,
Diego e Daniele Hypólito, Daiane dos
Santos, Jade Barbosa, Rodrigo Pessoa, são
apenas alguns exemplos individuais, além
de modalidades como o próprio futebol
e vôlei, que deixaram a desejar.
Formar
um campeão não significa investir
em quem já faz sucesso, formar um campeão
significa investir na base, a médio
e longo prazo, fortalecendo aspectos falhos
como os fatores técnicos e emocionais,
que ficaram evidentes nas olimpíadas
de Pequim devido a cobrança por resultados
rápidos motivada por investimentos
as vésperas de uma competição.
Mas
o ciclo continua, daqui a quatro anos teremos
a próxima olimpíada e tudo recomeça...
Um
dia chegaremos lá, será !