Como
treinar para os 21 km da Meia Maratona. Corredores
de 10k sonham com ela e não à
toa vem ganhando cada vez mais adeptos. Os
21k exigem velocidade de fundistas e resistência
de maratonistas
A
meia maratona é uma distância
que vem ganhando cada vez mais adeptos em
nosso país. Trata-se de uma distância
intermediária entre os 10 km e a maratona,
exigindo do corredor a velocidade dos fundistas
com à resistência dos maratonistas.
O
treinamento para os 21 km se dá para
os corredores que possuem experiência
na distância de 10 km e que tenham participado
recentemente desses eventos, porém,
que ainda não correram essa prova.
A
carga de treinamento é proveniente
dos exercícios físicos que promove
os ajustes fisiológicos necessários
para a melhora do condicionamento físico
e rendimento na competição.
Podemos distinguir a carga de treinamento
em seus dois aspectos básicos: intensidade
e volume.
Pela
intensidade do esforço, entendemos
o ritmo em que o exercício é
realizado, ou seja, a velocidade. O volume
diz respeito à quilometragem percorrida
durante o treinamento, seja em uma única
sessão, uma semana, um mês ou
um ano.
Com
os fatores intensidade e volume podemos fazer
uma classificação das cargas
de treinamento. Para determinarmos a carga
de treinamento pelos fatores intensidade e
volume vamos nos basear na distância
de 10 km (velocidade média / intensidade)
e nos 21 km (percentual da quilometragem /
volume).
O
objetivo é permitir que o corredor
de 10 km aumente de forma gradual e progressiva
a sua quilometragem, acompanhada de uma intensidade
de esforço relativa, que lhe permita
concluir com êxito tanto as tarefas
do treinamento quanto a própria competição.
Portanto,
as cargas de treinamento podem ser classificadas
como:
Leve:
relativas aos valores de até 60% do
volume na distância de 21 km e de até
70% da intensidade na velocidade média
nos 10 km, cujo objetivo é promover
no organismo do corredor uma recuperação
ativa;
Moderada:
entre 60 e 80% do volume nos 21 km e entre
70 a 85% da velocidade média nos 10
km, cujo objetivo é promover no organismo
do corredor a manutenção do
condicionamento físico;
Intensa:
valores acima de 80% em volume na distância
da meia e acima de 85% da velocidade nos 10
km, com o objetivo de promover no organismo
do corredor o aumento do condicionamento físico.
As
cargas leves não exercem influência
em termos de melhora do condicionamento físico,
pois os estímulos provenientes das
mesmas não são suficientes para
tal. Entretanto, servem ao propósito
de recuperar o organismo de corredor após
treinos mais duros e no retorno após
alguns dias sem atividade. Importante: o excesso
de treinamento com cargas leves tende a estagnar
o condicionamento do corredor.
Em
relação às cargas moderadas,
os valores de volume e intensidade são
suficientes para manter o nível de
condicionamento alcançado. São
importantes para o corredor, pois regulam
o seu nível de condicionamento e não
levam ao estresse. Podem ser aplicadas com
maiores frequencias.
Já
cargas intensas apresentam valores altos de
intensidade e volume, desequilibrando o meio
interno do organismo (homeostase) e promovendo
novos fenômenos bioquímicos para
os necessários ajustes fisiológicos,
que permitem ao corredor alcançar um
novo nível de condicionamento. Mas
cuidado com essas cargas, pois geram alto
nível de estresse e podem levar a um
esgotamento.
Os
treinamentos podem ser divididos em seis sessões
semanais, sendo duas destinadas ao trabalho
de reforço muscular. Uma sugestão
é fazer o treino longo de domingo,
pois se trata de um trabalho muito próximo
da realidade da competição que,
geralmente, ocorre nesse dia. Assim, o organismo
irá se adaptar ao fato de que domingo
é dia de exercício longo e intenso.
Fonte:
Felipe Romano
Ativo.com
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