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DROGAS e ESPORTE, UMA RELAÇÃO INSOLÚVEL

 

Jogos Olímpicos de Pequim

Em breve, o mundo irá conhecer os novos fenômenos do esporte mundial que irão competir nas Olimpíadas de Pequim, na China, uma das maiores e mais fechadas potências políticas absolutistas e militares do mundo atual, que desta vez irá abrir as suas portas para o mundo, mesmo com algumas restrições, devido ao forte esquema de segurança dos jogos e as tradições locais.

O ouro olímpico

A conquista do podium, e principalmente o ouro olímpico representam o ápice na carreira de qualquer atleta, mas a prata ou o bronze também são motivos de orgulho, mas nem todos pensam assim. No entanto, outros resultados menos expressivos e geralmente não divulgados pela mídia, acabam encobrindo histórias fascinantes do esporte, que envolvem recuperação de contusões, problemas familiares, cobranças por resultados, falta de apoio, preconceito e principalmente condições precárias de treinamentos.


Histórico olímpico

Na década de 80, durante as Olimpíadas de Seul, os primeiros indícios de globalização econômica mundial já foram percebidos com a invasão de patrocinadores e emissoras de TV que visavam o espetáculo das competições, estrelas do esporte corriam atrás contratos milionários de publicidade, fazendo com que os “não vencedores” ficassem em segundo plano, não sendo entrevistados ou focalizados por fotógrafos e emissoras de TV, mas muitas vezes, estes atletas são os verdadeiros vencedores morais em provas que envolvem casos de doping, alta tecnologia e interesses políticos.

Os casos de doping no esporte já aconteciam desde a Grécia antiga, onde atletas que ingeriam cogumelos e sementes de gergelim. Hoje, a grande maioria dos atletas, dedicam-se exaustivamente aos treinamentos durante anos em busca de melhores resultados, mas sempre existem aqueles que buscam o caminho mais curto para o sucesso através de meios ilícitos, fazendo uso de substâncias que provocam alterações no organismo favorecendo a quebra de recordes e principalmente favorecendo a destruição de valores morais na vida de qualquer atleta flagrado nos modernos exames antidoping. Em Seul, o velocista canadense Ben Johnson, foi pego no exame antidoping, tornando-se um “garoto-propaganda” da eficácia das drogas, que vinham em ascensão desde Los Angeles, mas neste caso, a glória do atleta durou apenas algumas horas.

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A tecnologia do doping

Hoje, uma das novidades do mundo esportivo atual é o doping genético através de tratamento com células-tronco de cordão umbilical, que já está sendo questionado e avaliado por vários países. Acredita-se que em fevereiro de 2002 durante as Olimpíadas de Inverno de Salt Lake City, esta prática já era praticada.


Casos atuais

A poucos dias das Olimpíadas de Pequim, atletas de vários países foram flagrados em exames antidoping, dentre eles brasileiros, russos, italianos, franceses e americanos.

Mas nem sempre os resultados de exames antidoping são resolvidos rapidamente. Como exemplo, citamos a equipe norte americana que conquistou o ouro no revezamento 4x400 em Sydney 2000. Nos últimos dias, o ouro conquistado em Sydney foi perdido, devido à comprovação de que um de seus atletas competiu dopado.

Mas veja bem, neste caso, foram 8 anos de glórias e mentiras. Os atletas americanos tiveram tempo suficiente para gozarem o sucesso através de contratos publicitários e exposição na mídia, como se fossem os melhores do mundo, enquanto que o quarto colocado da época, hoje, terceiro colocado, medalha de bronze, deve ter caído no poço do esquecimento, perdendo patrocínios e até mesmo forçando a aposentadoria de atletas e treinadores que não alcançaram o “sucesso” de conquistar uma medalha olímpica naquela ocasião. Será que hoje esta medalha terá o mesmo sabor de vitória para eles ?

As drogas sociais

Alguns países europeus já proíbem a divulgação de drogas sociais como o álcool e cigarros em competições esportivas, como a Formula I e outras modalidades. Mas, como sabemos, a utilização de drogas não é uma exclusividade de modalidades esportivas.

No Brasil, a pior de todas as drogas, o álcool, é divulgado, vendido e consumido livremente em todos os lares.

Infelizmente, temos até programas esportivos na TV que divulgam naturalmente cervejas, vinhos e bebidas com teor alcoólico em horários nobres, onde a maioria dos telespectadores é composta por jovens que ainda estão em idade de formação intelectual ou por adultos que são consumidores contumazes de bebidas e cigarros, mas que geralmente não admitem terem problemas com vícios.

 

Félix Luis / Direção Geral
Portaldocorredor.com

 
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