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Como
estavam em um número muito menor, os gregos
precisavam de reforços para conseguirem a vitória.
Desta forma, o comandante Milcíades resolveu
escalar um de seus melhores corredores para cobrir
a distância de 40 km, que separava a cidade
que estavam de Atenas, e pedir ajuda.
Pheidippides
foi o escolhido para a tarefa de percorrer o percurso
acidentado até a atual capital grega. Lá
chegando, conseguiu reunir cerca de 10 mil soldados,
com os quais voltou para o local da batalha.
Após
a vitória sobre o poderoso exército
persa, Milcíades decidiu mandar novamente seu
experiente corredor até Atenas, para passar
a boa notícia. Mesmo exausto, Pheidippides
correu novamente os cerca de 40 km que separavam as
cidade, e, lá chegando, conseguiu apenas dizer
uma única palavra antes de cair morto. “?e?????aµe?”
(Vencemos).
Os
42.195m
No ano de 1896, em homenagem ao herói grego,
os organizadores dos primeiros Jogos Olímpicos
da Era Moderna decidiram criar a prova, que, a princípio,
possuía cerca de 40 km. A distância atual
só foi fixada no ano de 1908, nas Olimpíada
de Londres, para que a família real britânica
pudesse acompanhar o início da prova do jardim
do Palácio de Windsor.
A
versão de Heródoto
Apesar de a versão citada anteriormente ser
a adotada pelo Comitê Olímpico, uma outra
versão é tida como mais factível,
já que se baseia em relatos do historiador
grego Heródoto, nascido no ano de 484 a.C.
Ele
conta que, na verdade, Pheidippides foi até
Esparta pedir ajuda para vencer os persas, distante
cerca de 233 km. Porém, lá chegando,
após dois dias, ouviu como resposta ao seu
apelo um não, já que os espartanos estavam
em pleno festival de Artemis.
Sem
a ajuda esperada, o herói voltou para o local
da batalha, para levar a má notícia
aos seus comandantes, que decidiram então adotar
uma nova estratégia de batalha.
Um
ataque surpresa foi organizado pelos atenienses aos
persas, que se encontravam a cerca de 40 km de onde
estavam acampados. Em uma longa batalha, mesmo em
minoria, os gregos conseguiram a vitória, o
que surpreendeu os cerca de 2 mil espartanos que chegaram
depois para o auxílio.
Cada
vez mais rápida:
Veja
a evolução do recorde mundial da maratona
a partir de 1947:
Suh
Yun-bok (Coréia do Sul) - 2h25min39s - Boston
19/4/47
Jim Peters (Grã-Bretanha) – 2h20min43s
- Londres 14/6/52
Jim Peters (Grã-Bretanha) – 2h18min41s
- Londres 13/6/53
Jim Peters (Grã-Bretanha) – 2h18min35s
- Finlândia 4/10/53
Jim Peters (Grã-Bretanha) – 2h17min40s
- Londres 26/6/54
Sergei Popov (União Soviética) –
2h15min17s - Estocolmo 24/8/58
Abebe Bikila (Etiópia) – 2h15min17s -
Roma 10/9/60
Toru Terasawa (Japão) – 2h15min16s -
Japão 17/2/63
Buddy Edelen (Estados Unidos) – 2h14min28s –
Londres 15/6/63
Basil Heatley (Grã-Bretanha) – 2h13min55s
- Londres 13/6/64
Abebe Bikila (Etiópia) – 2h12min12s –
Tóquio 21/10/64
Morio Shigematsu (Japão) – 2h12min00s
– Londres 12/6/65
Derek Clayton (Austrália) – 2h09min37s
– Japão 3/12/67
Derek Clayton (Austrália) – 2h08min34s
- Bélgica 30/5/69
Rob de Castella (Austrália) – 2h08min18s
- Japão 6/12/81
Steve Jones (Grã-Bretanha) – 2h08min05s
- Chicago 21/10/84
Carlos Lopes (Portugal) – 2h07min12s - Roterdã
20/4/85
Belayneh Dinsamo (Etiópia) – 2h06min50s
- Roterdã 17/4/88
Ronaldo da Costa (Brasil) – 2h06min05s - Berlim
20/9/98
Khalid Khannouchi (Estados Unidos) – 2h05min42s
- Chicago 24/10/99
Khalid Khannouchi (Estados Unidos) – 2h05min38s
- Londres 14/4/02
Paul Tergat (Quênia) – 2h04min55s - Berlim
28h9min03s
Haile Gebrselassie (Etiópia) – 2h04min26s
– Berlim 30/9/07
Haile Gebrselassie (Etiópia) – 2h03min59s
– Berlim 28/9/08
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Revista
O2,
Fausto Fagioli Fonseca
PÁGINA
INICIAL
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