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O
terceiro estágio de desenvolvimento, o estágio
fetal, segundo BEE (1996) e PAPALIA & OLDS (1995), é
considerado como o estágio onde ocorrem, basicamente,
o crescimento rápido, as mudanças na forma do
corpo e o aprimoramento de todos os sistemas e órgãos.
De
acordo com os estudos sobre o desenvolvimento pré-natal,
pode-se observar que durante a gestação, o indivíduo
em desenvolvimento pode ser influenciado pelo seu ambiente
pré-natal. Entre os fatores que podem afetar o este
desenvolvimento estão a nutrição e o
uso de drogas.
Sob
o ponto de vista nutricional, GALLAHUE (2001), afirma que
a má nutrição pré-natal é
responsável, no mundo, hoje, pelas principais dificuldades
desenvolvimentistas posteriores ao nascimento. Este autor
ainda ressalta que, embora as gestantes do ocidente desfrutem
de grandes quantidades de alimentos, estas não ingerem
a quantidade diária de nutrientes necessários.
Este autor atribui este fato a duas razões: más
condições sócio-econômicas e maus
hábitos alimentares.
Sobre
o uso de drogas, GALLAHUE (2001), coloca que o fumo vem sendo
considerado, em diversos estudos, como a causa do baixo peso
dos bebês no ato do nascimento e tem efeito negativo
na integração do sistema nervoso central do
recém nascido. Este autor ainda reforça que
a gravidez em mulheres fumantes resulta em um número
muito superior de natimortos e abortos. Outra droga que afeta
o desenvolvimento pré-natal é o álcool.
Segundo GALLAHUE (2001), nos Estados Unidos, o álcool
vem sendo considerado como o principal causador de problemas
congênitos.
A
partir dos estudos citados, pode-se constatar que a má
alimentação, o uso abusivo de álcool
e tabaco são os principais fatores que afetam o desenvolvimento
pré-natal. Estes são responsáveis por
problemas de dificuldade desenvolvimentista, baixo peso ao
nascer, má integração do sistema nervoso
central, problemas congênitos, abortos e natimortos.
Para evitar estes problemas é importante conscientizar
a população em geral dos riscos oferecidos ao
bebê por estes fatores, para que tanto a mãe,
quanto o pai, visto que este último possui igual parcela
de responsabilidade com relação à segurança
durante a gestação, possam tomar providências
e tentar ao máximo proporcionar um período pré-natal
adequado e com bastante “estimulação positiva”
para o bebê.
Acredita-se
que as questões abordadas nos estudos citados, principalmente
àquelas discutidas por BEE (1996) referentes à
hereditariedade, nos permitiram aumentar a compreensão
sobre questões que estão muito presentes no
esporte. Dentre estas questões, as principais são:
(1) Porque filhos de atletas de nível olímpico
e mundial muitas vezes não apresentam as mesmas capacidades
técnicas e físicas dos pais? E (2) como é
possível determinado indivíduo se tornar campeão
em determinada modalidade se os seus pais nunca foram praticantes
de esporte?
A
primeira delas é a mais questionada, mas acredito que
a resposta para estas duas perguntas estão dentro da
mesma linha de raciocínio. O indivíduo recebe
herança genética de seus pais (genótipo)
e a partir da concepção, este indivíduo
passa a se relacionar e interagir com o meio (fenótipo).
Se este indivíduo recebeu genótipo com características
que o possibilitem desenvolver capacidades que o tornem um
atleta, estas para que possam se desenvolver devem ser estimuladas,
do contrário, estas capacidades não serão
desenvolvidas.
Da
mesma forma acontece na segunda questão. Se o indivíduo
receber um genótipo sem grandes características
de atleta, mas com pequenas possibilidades de desenvolver
algumas habilidades esportivas, e este for estimulado, pode
vir a obter sucesso no meio esportivo. Estas afirmativas são
baseadas em conhecimentos práticos (atleta), teóricos
(técnico) e científicos (pesquisador no esporte)
adquiridos ao longo do tempo e representam apenas uma humilde
tentativa de explicar estes fenômenos associados ao
desenvolvimento das capacidades esportivas.
Fonte:
Ativo.com / Prof. Ddo Guilherme Garcia Holderbaum
REFERÊNCIAS
GALLAHUE, D. L. Compreendendo o desenvolvimento motor: bebês,
crianças, adolescentes e adultos. São Paulo:
Phorte editora, 2001, 641p.
BEE, H. A Criança em Desenvolvimento. Porto Alegre:
Artmed, 1996.
PAPALIA, D. G. & OLDS, S. W. Human Development. McGrawhill,
6º ed, 1995.