Pelo
fato de apresentarem deficiência de ferro suas performances
são menores, esta deficiência pode ser amenizada
com a ingestão de vitamina C, para uma melhor absorção
de ferro.
Outros
fatores confirmam a diferença no treinamento, como por
exemplo, quadris mais largos, articulação das coxas
e músculos das pernas em ângulos menores, provocando
um balanço lateralizado, tanto no andar como no correr.
Como normalmente a sudorese da mulher evidencia-se em espaço
menores, elas necessitam menor evaporação para melhor
performance.
Podemos
observar que as mulheres correm mais suavemente, com um menor
atrito - planta ponta dos pés, podemos lembrar da campeã
da São Silvestre deste ano, a queniana que chamou a tenção
pela sua flutuação.
A
mulher tem a facilidade de impor um ritmo de corrida com resistência,
descontração, objetividade como, por exemplo, Márcia
Narloch, que considero um exemplo de atleta.
As
mulheres asseguram sempre, quando bem treinadas, uma ação
de força dos quadris e do tronco diferentemente dos homens,
que trabalham os braços mais vigorosamente.
Considero
os movimentos de extensão muscular das mulheres melhor
que dos homens, estes possuem uma contração mais
pronunciada.
É
um erro querer tornar uma mulher corredora ao mesmo nível
que um homem, visto que o homem é mais veloz, entretanto
acredito que a mecânica de corrida das mulheres faz com
que ela seja menos exposta a contusões.
Na
minha experiência de muitos anos treinando mulheres fundistas
e meio fundistas, como: Rosa Maria de Souza, Ana Claudia , Marina
Nascimento, Justina, Conceição, Sonia de Oliveira,
Eliana Reinert, Claudia Adolfo, Angélica de Almeida, Fabiane
dos Santos, Vânia Cristina e um número enorme de
atletas que no momento não me ocorre os nomes, me levam
a acreditar que independentemente dos pontos fisiológicos
já citados o mais importante é o aspecto comportamental
em relação aos objetivos propostos para ambos os
sexos. A mulher tem maior sensibilidade e enfrenta muito mais
o sofrimento físico do que o homem, entretanto deixa se
influenciar pelos aspectos psicológicos e sociais.
Estabelecer
normas e comparações entre homens e mulheres é
uma acertiva duvidosa, acredito que o que caracteriza o campeão
e a campeã é o potencial aliado a educação
recebida.
Como
treinador sugiro treinos fortes, difíceis, árduos,
seqüentes tanto para homens como para mulheres, logicamente
entendendo e estabelecendo as diferenças naturais de cada
sexo.
Tanto
o homem quanto a mulher (exemplo citado no livro "Aprendendo
a Correr"), devem ser tratados no seu universo individual.
A
melhor performance é adquirida através do treinamento
por quem tem qualidade, boa vontade só não basta,
somente atinge um nível de campeão aquele que tiver
potencial e disciplina.
Fonte:
Prof. Carlos Gomes Ventura
Copacabana Runners
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