Para
2004, Ian Thorpe queimou a largada dos 400m da seletiva australiana
mas o vencedor, Craig Stevens, foi "obrigado" a desistir
da prova, dando vaga ao posterior vencedor da prova em Atenas.
As
Confederações brasileiras divergem quanto às
vagas para Pequim. O atletismo permite que o atleta que atinja
o índice B( Mais fraco que deixa apenas um atleta por país
em cada prova) viaje para as olimpíadas de Pequim enquanto
a natação aceita apenas atletas com índice
A, tirando dos Jogos Olímpicos Monique Ferreira, Lucas
Kanieski , Tatiane Sakemi dentre outros que conseguiram apenas
índices Bs.
O
atletismo experimentou deixar apenas atletas com índices
A participar dos Jogos de Sydney, e não foi feliz. Com
apenas 18 atletas,(Em Atlanta foram 42 e em Atenas 38) conseguiu
apenas uma medalha olímpica e desperdiçou alguns
bons resultados, como da velocista Lucimar Aparecida de Moura
que havia batido o recorde brasileiro meses antes, mas não
atingira o índice A olímpico. Com as marcas nos
100m e 200m, ela ficaria com o bronze nos 100m e ficaria em sétimo
nos 200m. Claro, as marcas da brasileira foram obtidas na altitude,
oque facilita as provas de velocidade, mas ela tinha claras condições
de chegar ao menos ás semi finais.
Para
Atenas, e também para Pequim a CBAt(Confederação
Brasileira de ATletismo), aceitou os atletas com índice
B, o que colocou o Brasil em diversas provas em 2000 não
esteve, principalmente no feminino. Em 2000, apenas três
mulheres estavam na delegação enquanto quatro anos
depois elas eram 18. Em Atenas, as meninas do Brasil conseguiram
grandes resultados nos revezamentos, que caso seguissem os índices
Bs estariam classificados para Sydney. Aliás, em 2000,
nenhuma das três brasileiras foi bem, não chegando
à nenhuma final.
Então,
é importante que a CBAt dê aos atletas a opurtunidade
de disputar os Jogos Olímpicos mesmo sem grandes chances
de medalhas. Além de visibilidade, visto que as TVs estarão
transmitindo a prova do Arremesso de dardo, por exemplo, em que
Luciana Mendes tem a marca B mas dificilmente chegará ao
índice mais difícil, e todos aqui no Brasil verão
Luciana, saberão que o esporte aqui também existe
e, por que não, algumas crianças não queirão
imitar a atleta brasileira.
O
atletismo é um esporte em que as melhores marcas do mundo
não são sempre melhoradas, visto que muitos recordes
mundiais tem mais de 20 anos de história. Para se ter uma
noção, apenas oito recordes olímpicos do
atletismo foram batidos em 47 provas disputadas em Atenas 2004.
Isso mostra que, os atletas com índice B têm chances
reais de final olímpica caso repitam suas marcas. Um exemplo
é a lançadora Luciana Mendes que se repetisse o
índice B no mundial de 2007, que reuniu todas as melhores
atletas do mundo, ficaria a menos de 1m da vaga na final.
Uma
razão que influenciou no fraco resultado do atletismo e
outras modalidades foi o grande intervalo entre o momento da conquista
de um índice olímpico a competição.
Para Pequim, o atleta que conseguiu índice A em 2007 terá
que fazer o índice olímpico B em 2008, para provar
que continua numa boa fase.
Já
a natação, os recordes são melhorados ano
pós ano. Uma marca que deu medalha em 1996 para Gustavo
Borges nos 200m livre, 1min48s08, não daria sequer uma
final no mundial de 2007. Então, o índice B estipulado
pela FINA( Federação Internacional de Natação).
Desta
forma, um atleta com índice B, como Tatiane Sakemi nos
100m peito, precisaria melhorar cerca de 3s sua marca para conseguir
chegar na final. Então, faz muito bem a CBDA( Confederação
Brasileira de Depostos Aquáticos) de não dar a vaga
para atletas que não tenham chegado ao índice A.
Porém,
a CBDA deve deixar os atletas com índice B em algumas provas
mas que tenham índice A em outra disputar essas provas.
Exemplo: Henrique Barbosa atingiu o índice A na prova dos
100m peito e garantiu a vaga em Pequim por esse tempo. Mas, a
prova dos 200m peito é disputada depos da prova dos 100m,
e Henrique tem o índice B nesta prova, podendo, de acordo
com a FINA, nadar esta prova e talvez obter um bom resultado,
sem a pressão de sua melhor prova ou mesmo para chegar
ao revezamento 4x100m medley ainda mais preparado. Agora, resta
saber se a CBDA deixará ele cair na água sem o índice
A. Em Sydney e Atenas os nadadores puderam cair na água,
agora para Pequim nada foi confirmado. Vamos Esperar
Portanto,
ao contrário de muitos jornalistas ESPORTIVOS, concordo
com a CBAt em deixar atletas com marcas teoricamente mais fracas
disputar as olimpíadas, seja pela visibilidade, seja pela
experiência do atleta ou mesmo pelo fato e ter chances reais
de uma final olímpica.
E
quanto a natação, concordo plenamente, em não
levar atletas com índice B pois, além das provas
de natação já serem muito mais conhecidas
no Brasil que as do atletismo, o país acabará participando
de todas as provas nos Jogos, já que provavelmente atletas
com índices B em algumas provas e A em outra caírão
na água em provas que não sejam sua especialiadade.
Fonte:
Blog Brasil em Pequim
Indices
para competições internacionais
Muitas
vezes, esperamos de nossos atletas resultados fantásticos
em uma olimpíada e ficamos frustrados quando os jogos começam
e os resultados não aparecem como pensávamos. Afinal,
de quem é a culpa ?
No
Brasil, temos uma cultura esportiva e empresarial retrograda que
busca resultados rápidos com investimentos que acontecem
apenas nas vésperas de grandes competições,
com patrocínios direcionados apenas a atletas que já
estão na mídia, deixando de lado jovens talentos
são ignorados e jogados a sorte no esporte e na vida.
Nas
corridas de rua, existe uma verdadeira briga de foice entre treinadores
de atletas brasileiros e estrangeiros, em especial quenianos.
Para alguns, os quenianos nem deveriam pisar no Brasil pois retiram
a possibilidade dos brasileiros subirem ao podium, mas este fenômeno
não acontece apenas no Brasil, é mundial.
Afinal,
que culpa tem os quenianos de serem abençoados geograficamente
e geneticamente por Deus ?
A
seleção brasileira de futebol, por exemplo, já
foi impedida de participar de algum torneio internacional por
causa da habilidade de nossos jogadores ? Que eu saiba não,
pelo contrário, os convites milionários são
inúmeros e a CBF até escolhe a melhor opção.
Quando
falamos de jogos internacionais, podemos citar dois exemplos distintos,
os Jogos Pan Americanos e as Olimpíadas, em ambos os casos,
cada país é responsável pela preparação
e convocação de seus atletas.
Tecnicamente,
os Jogos Pan Americanos são bem mais fracos e deixam uma
falsa ilusão de sucesso que muitas vezes são desmascarados
nas Olimpíadas.
Nos
jogos olímpicos, uma simples convocação para
representar o seu país já pode ser vista como uma
conquista pessoal para 90% dos atletas. Estar presente na Vila
Olímpica, avançar em provas eliminatórias,
chegar as finais e conquistar uma medalha já se torna um
sonho para poucos.
Recentemente,
a CBAt divulgou os índices para os Jogos Pan Americanos
de Guadalajara, que não são fáceis de serem
alcançados, mas para as olimpíadas, são mais
difíceis ainda.
Para
a realidade brasileira, uma medalha olímpica, mesmo que
seja de bronze, já deveria ser vista como uma grande conquista,
pois a falta de estrutura e planejamento do país ainda
deixa muito a desejar em relação a outros países.
Esperamos
que para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro de 2016 algo
ainda possa ser feito, faltam 5 anos, mas existem países
que já estão bem mais preparados que o nosso neste
momento, com investimentos maciços em categorias de base
que mobilizam milhares de crianças e adolescentes em todo
o mundo.
No
entanto, para outros países que não possuem tradição
esportiva internacional, a simples oportunidade de enviar um único
representante para uma grande competição já
é vista como uma conquista de toda uma nação,
independente do resultado.
Veja
como exemplo as duas histórias abaixo:
O
jovem Eric Moussambani, representou a Guinéu-equatorial
nos Jogos Olímpicos de Sydney 2000, e ficou famoso mundialmente
por nadar sozinho e quase se afogar em uma das eliminatórias
dos 100 metros rasos. Eric competiu só porque os outros
dois atletas que estavam em sua bateria foram desclassificados
por queimarem a largada minutos antes. Em seu país, o atleta
nunca havia nadado em uma piscina de 50 metros, os seus treinamentos
eram feitos em uma pequena piscina de um hotel.
Em
uma modalidade em que os atletas conquistam vitórias por
milésimos de segundos, Eric nadou os 100 metros com muita
dificuldade com o tempo de 1 min e 52 segundos. Na mesma ocasião,
o medalhista de ouro da prova foi Pieter van den Hoogenband, que
bateu o recorde mundial com o tempo de 47 segundos e 84 centésimos.
Vejam
o vídeo da eliminatória de Eric Moussambani com
a lamentável narração dos apresentadores,
Clique
Aqui...
Savannah
Sanitoa, atleta de Samoa Americana, ficou famosa
no Mundial de Berlim 2099 ao correr a eliminatória dos
100m rasos em 14 segundos, mas o tempo foi o que menos importou,
a atleta do arremesso de peso aceitou o desafio e mostrou para
o mundo como se deve quebrar paradigmas e preconceitos diante
do público.
Savannah
ainda chegou à frente de outras duas atletas na competição,
Tioiti Katutu, do Kiribati, que fez o tempo de 14s38, e Robina
Muqim Yaa, do Afeganistão, com 14s24.
"É
uma vitória pessoal para mim estar aqui no Mundial. Nós
temos pequenas competições em casa, mas é
muito mais excitante disputar uma competição como
essas - afirmou ao jornal inglês Telegraph”.
Veja
o vídeo de Savannah Sanitoa, Clique
Aqui...
Resumindo:
Você já nadou ou correu 100 metros forçando
o ritmo ? Por experiência própria, garanto a você
que em ambos os casos Eric e Savannah deixariam muita gente para
trás nessas duas modalidades. Pense bem antes de fazer
algum comentário irônico por ai.
Félix
Luis / Portaldocorredor
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