Ultramaratonista
Marcio Villar adia sonho
Temperaturas de -50º C impedem brasileiro de correr 434 Km,
mas o atleta ainda fez 50% do percurso
A
temperatura chegou a 50 negativos na trilha na madrugada, eu me
poupei a prova toda para conseguir voltar e com essa decisão
da organização (que foi certa, eles alegaram que
com 50 negativos, já cansado dos 217 km da prova e sem
apoio nenhum, com os pés cheios de bolhas seria suicídio
e já falaram que no ano que vem vão me apoiar na
tentativa) não pude realizar meu objetivo de correr os
434 Km de ida e volta e só me foi permitido correr os 217
Km da prova normal.
Dos
140 atletas que largaram somente 18 completaram e todos eram atletas
especializados em corridas de inverno na neve e estavam acostumados
ao frio, eu sai do Rio de Janeiro com 40 positivos para 50 negativos,
são 90 de diferença, só quem estava naquela
trilha na madrugada sabe o que passou, eu cheguei a discutir com
Deus uns 20 Km antes do chekin 3, por mais que as pessoas falem
ninguém nunca vai ter a dimensão do que passei ali,
criticas virão eu sei, to frustrado e triste, mas de cabeça
erguida pq dei meu sangue na prova e consegui o que muitos não
conseguiram, estavam aqui os melhores atletas de inverno do mundo
e eu fiz o que pude e não pude para pelo menos se não
dois, um troféu eu estou levando para o Brasil, ontem eu
já drenei as bolhas de sangue e minha maior preocupação
esta com a boca, nariz e pulmão que congelaram e esta queimado,
obrigado a WIN SPORTS e a todos que me ajudaram e acreditaram
em mim.
Agora
e voltar aos treinos que me abril tem desafio filantrópico
pelo Instituto Nacional do Câncer – INCAVoluntario
do Rio de Janeiro a São Lourenço – MG 300
KM, em breve maiores informações de como ajudar
a instituição.
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