Como reconhecimento pela conquista, a organização
da prova concede ao atleta a perpetuação do seu
número de prova e o inclui no seleto grupo de corredores
que ostentam o número de peito na cor verde, diferenciando-se
dos demais.
Com
nove medalhas da competição, Nato também
foi nomeado pela organização como Embaixador da
Comrades no Brasil, com a missão de difundir entre os corredores
brasileiros os valores da ultramaratona existente desde 1921.
"Comrades
significa camaradas e este é o espírito da prova,
a camaradagem. A corrida foi criada por um ex-combatente de guerra
para homenagear seus colegas mortos em combate e durante a prova
você vê este espírito de ajudar uns aos outros
prevalecer, uma das razões que faz a prova também
ser muito emocionante", diz Nato.
A
primeira Comrades de Nato foi em 2001 e desde a primeira prova
traçou seu objetivo - conquistar o Green Number. "Quando
fui pela primeira vez fiquei fascinado com a grandiosidade da
competição, é emocionante. Todos têm
uma admiração muito grande pela prova e pelos corredores,
a organização é exemplar e conta com mais
de 4 mil voluntários. É uma prova com muita tradição,
este ano em sua 86ª edição", conta Nato,
que decidiu fazer a prova depois dos relatos do seu treinador,
o professor Vanderlei Branca, que em 99 havia concluído
a competição.
"Quando
voltei já havia tomado a decisão de conquistar o
Green Number e avisei o meu treinador que faria as 10 provas.
A partir daí sempre faço um treino específico
para a prova", acrescenta Nato, que costuma terminar a Comrades
entre 8h30 e 9h, mas que tem seu melhor tempo até hoje
justamente na primeira disputa, com 8h33min. "Isso por uma
série de fatores, mas também porque estava curtindo
muito, livre de qualquer obrigação ou preocupação".
Pela
tradição, o Green Number é sempre entregue
por um ex-campeão da prova. Ao cruzar a linha de chegada
com seu número diferenciado, Nato será conduzido
para receber a cobiçada condecoração em veludo
verde, com seu número 48418 bordado na cor dourada, ladeado
por folhas de louro. Todo ano há uma média de 400
corredores em busca do Green Number na prova, mas, quase todos
atletas africanos, esta será a primeira vez para um atleta
sulamericano.
Ausente
apenas em 2002, Nato seguiu ano a ano para a África do
Sul durante toda a década. A Comrades também foi
sua primeira ultramaratona, mas já era um corredor experiente
de maratonas, tendo completado duas vezes a Maratona de Nova Iorque.
Apesar de ter curtido todas as nove Comrades que fez, Nato está
certo que este será seu melhor ano. "Estou mais preparado
que nas demais e vou conquistar o Green Number". Nato terá
também a companhia e o apoio de sua esposa Josi e de sua
mãe Edith, que o verá cruzar a linha de chegada
pela primeira vez.
Além
de Nato, em busca do Green Number, a Comrades 2011 terá
cerca de 100 corredores brasileiros. "A prova está
se tornando cada vez mais popular por aqui", diz Nato.
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