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Pan 2011 - Triathlon e maratona são destaque !
Embora com falhas elementares na transmissão pela TV, aos poucos as notícias foram chegando via internet, e desta vez o triathlon e a maratona foram destaque. Triathlon masculino - O Triathlon brasileiro honra a modalidade nos Jogos Panamericano de Guadalajara 2011 no México e garante duas brilhantes medalhas no masculino e feminino com Reinaldo Colucci (ouro) e Pâmella Oliveira (bronze). Pâmella Oliveira, que foi medicada após cruzar a linha de chegada na terceira colocação. Quando caiu para sétimo lugar durante a prova de ciclismo, Reinaldo Colucci viu as chances de medalha em Puerto Vallarta diminuirem. Mas ainda havia fôlego para mais. Durante a corrida, o paulista assumiu a dianteira, deixou os rivais para trás e conquistou o ouro na prova masculina de triatlo dos Jogos Pan-Amerincanos, com 1h48m02s. De quebra, assegurou uma vaga para o Brasil nas Olimpíadas de Londres, no ano que vem. O americano Manuel Huerta (1h48m09s) levou a medalha de prata, enquanto o canadense Brent Mchamon ficou com o bronze (1h48m23s). Outros dois brasileiros na prova, Diogo Martins fechou em quinto, enquanto Bruno Matheus foi o 14º. Com a primeira colocação, Colucci garantiu uma vaga para o Brasil na modalidade para as Olimpíadas de 2012. "A vaga é do Brasil, é um critério direto. Eu só perco a minha vaga se outro triatleta brasileiro ficar no top 5 de uma das etapas do Circuito Mundial. Então, eu já posso comemorar. A vaga é 90% certa. Estou com um pé e meio em Londres", declarou Reinaldo. Durante a corrida, Colucci ignorou o calor e apertou o ritmo. Com a proximidade da vitória, ele se concentrou em defender a liderança. "Acho que foi a emoção. Eu não estou inteiro. Quando você ganha, o cansaço vai sumindo." Com a medalha de ouro no peito, o triatleta paulista só quer saber de comemorar. Antes de voltar para casa, porém, Colucci avisa que vai ficar na torcida pelos atletas brasileiros. " Eu fico aqui no México até quinta-feira e agora vou comemorar com a minha esposa. Quero prestigiar alguns eventos, como o atletismo, que eu gosto muito. Eu quero curtir agora - encerrou". Triathlon feminino - Pâmella Oliveira resistiu o quanto pôde. Na natação, sempre esteve entre as líderes. No ciclismo, chegou a liderar em alguns pontos. Na corrida, porém, a brasileira sentiu o cansaço. Com cãibras e desidratação, a triatleta aguentou até o fim e levou o bronze na prova nos Jogos Pan-Americanos, em Puerto Vallarta (2h00m32s). Na linha de chegada, desabou e foi levada para receber atendimento da equipe médica. O ouro ficou com a americana Sarah Haskins (1h57m37s), e a prata, com a chilena Barbara Rivero (2h00m23s). Outra brasileira na prova, Flavia Fernandes chegou em 12º lugar, com 2h05m27s. Na chegada, antes de desabar, Pâmella gritou. Não de dor, mas um desabafo após o esforço na busca por uma medalha na prova em Puerto Vallarta. "A última parte da corrida foi muito dura. Na chegada, achei que ia desabar direto, mas consegui gritar. Foi um grito de desabafo, de alegria. Grito para quem duvidou, para quem torceu. Estava exausta, mas muito feliz." Após a prova, Pâmella foi atendida pela equipe médica da organização. Ficou deitada, descansando e repondo os líquidos perdidos. Já recuperada, no entanto, a dor seguia ali. "Fiquei na recuperação. Senti náuseas, tonteira. Tive que ficar deitada. É a reação normal do corpo. Mas ainda estou cheia de dor. Não estou conseguindo ficar em pé - disse a triatleta, rindo." Durante os problemas que enfrentou no percurso, Pâmella só pensava em subir ao pódio. "Passa tudo na nossa cabeça. Nas Olimpíadas, no Pan, quem entra para a história são os que ganham as medalhas. Eu queria muito fazer parte dessa história. Por isso, tentei o máximo." Na água, Pâmella quis se manter no bolo. Com um ritmo forte, a brasileira, que disputava provas de natação, esteve sempre ao lado das americanas Sarah Haskins e Sara McLarty. O trio foi, aos poucos, se destacando das demais competidoras. Ao fim do percurso de 1.500m, elas já tinham quase trinta segundos de vantagem sobre as rivais. Flavia Fernandes, outra brasileira na prova, vinha no segundo grupo. Sobre as duas rodas, Pâmella teve problemas no início. Logo ao subir na bicicleta, a brasileira sofreu com os pedais e reclamou. Ao som de alguns xingamentos, ficou um pouco para trás em relação às americanas, mas logo tirou a diferença. Em alguns momentos da disputa, Pamela chegou a liderar o trio, mas se poupou para a corrida. Flavia vinha um pouco atrás, em quinto lugar. Nos primeiros passos em terra, Pâmella assumiu a ponta. A triatleta deixou as duas americanas para trás logo no início da transição do ciclismo para a corrida e começou o percurso de 10km à frente do trio dianteiro, que seguia tranquilo, com mais de quatro minutos de vantagem sobre o segundo pelotão. Sarah Haskins, porém, logo fez a ultrapassagem e passou a não tomar conhecimento da brasileira. No fim da segunda volta, a diferença da americana para a brasileira, que sofria com cãibras, era de mais de 1m30s. Àquela altura, Pâmella já era ameaçada pela canadense Kathy Tremblay e pela chilena Barbara Rivero, enquanto McLarty, que chegou a liderar, estava em queda livre. Na última volta, Pâmella resistiu o quanto pôde. O cansaço, porém, foi brutal. Apesar do esforço, a brasileira foi superada por Barbara Rivero e cruzou a linha de chegada em terceiro lugar. Na sequência, deu um grito, deu dois tapas nas pernas e desabou, tendo que ser atendida pelos médicos. Pouco depois, a equipe afirmou que a triatleta passa bem, apenas exausta, sem nenhuma gravidade. Maratona feminina - A brasileira Adriana da Silva venceu de maneira espetacular a maratona feminina neste domingo (23), em Guadalajara. Depois de ficar em terceiro lugar durante toda a prova, ela acelerou nos quilômetros finais e desbacou a mexicana Madai Perez, que liderou quase todos os 42,195 km do percurso. Com tempo de 2h36min37, ela ainda bateu o recorde Pan-Americano da maratona, que era de 2h37min. Adriana já havia conseguido índice olímpico na maratona de Berlim. A mexicana Perez era a única favorita da prova, e fez valer essa condição até os 6 km finais, quando começou a reação da brasileira. Da Silva tirou mais de um minuto de diferença, ultrapassou a peruana Gladys Tejeda, partiu para a liderança e conquistou o primeiro ouro para o atletismo brasileiro em Guadalajara. Depois da prova, Adriana falou que se preparou bem para os desafios da prova, junto com o técnico Claudio Castilho. "Estou muito contente. Esse resultado é prova de que o trabalho foi bem realizado. A prova foi muito difícil por causa do calor e da altitude. Preparamos a cabeça e o corpo e estávamos prontos para o desafio." Fonte: Pedal.com.br e TV Record
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