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José
Carlos de Seixas,
CEO - Próximus Tecnología Ltda
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Medir
é essencial para conhecer e decidir.
Medimos
para saber onde estamos, ou quem somos, e
para avaliar para onde queremos ir, ou no
que queremos nos transformar. Sem medir, nossa
capacidade de decisão e controle sobre
nosso próprio destino é ineficaz
ou inexistente. Tudo será possível
acontecer com aquele que não sabe quem
é ou onde está.
Na área da saúde, a medição
é uma atividade crítica, e a
base de praticamente todas as nossas decisões
ou orientações que recebemos
dos profissionais que nos assistem.
Além das medições clássicas
da área médica, tais como: pressão
arterial, temperatura corporal, peso, componentes
do sangue, e outros; temos ouvido falar com
certa freqüência de "VO2Max",
especialmente em ambientes ligados ao esporte
e ao condicionamento físico. Ainda
pouco conhecido do público leigo, mas
familiar aos profissionais da fisiologia,
o "VO2Max" ou "consumo máximo
de oxigênio", é um indicador
importante do nível de condicionamento
físico. Quanto maior for o consumo
de oxigênio, melhores serão o
condicionamento físico e a eficiência
do sistema cardiovascular. A quantidade de
oxigênio transportado pelo sangue, para
alimentar o restante do corpo, é importante
para o desempenho dos órgãos,
e especialmente dos músculos submetidos
a um esforço adicional. Nesse transporte,
além dos componentes essenciais do
sangue, como os glóbulos vermelhos,
a capacidade que temos de usar tal oxigênio
é essencial para determinarmos o nível
de condicionamento físico, particularmente
o aeróbio. A capacidade de transportar
oxigênio é algo tão importante
para o corpo que ele, ao perceber que o ar
inalado tem menos oxigênio (como é
o caso de locais em altitude elevada), aumenta
a própria capacidade do sangue em transportar
oxigênio, aumentando o número
de glóbulos vermelhos. Um pequeno truque
conhecido por atletas de alto nível:
treine em locais altos, estimule o corpo a
transportar mais oxigênio para os tecidos
pelo aumento da quantidade de glóbulos
vermelhos, e depois vá para sua competição
ao nível do mar. Isso fará com
que seu desempenho seja melhor, pelo menos
até que o corpo novamente se adapte
ao nível de desempenho necessário
na nova altitude, um processo que demora alguns
dias na maioria dos casos.
"Além
das medições clássicas
da área médica, tais como: pressão
arterial, temperatura corporal, peso, componentes
do sangue, e outros; temos ouvido falar com
certa freqüência de "VO2Max",
especialmente em ambientes ligados ao esporte
e ao condicionamento físico".
Quando a importância de medir o VO2Max
foi identificada, há muitos anos, os
recursos necessários para determinar
sua medição não eram
tão disponíveis. Foi apenas
depois do advento dos sistemas de ergometria
computadorizados que, através da ergoespirometria,
se conseguiu medir diretamente o volume de
Oxigênio inalado pelo corpo. É
claro que, em circunstâncias ambulatoriais,
ainda havia que ser devidamente controlada
a calibração dos aparelhos que
efetuariam tal medição, a qualidade
e facilidade do uso das máscaras necessárias,
a habilidade do profissional em entender os
resultados medidos a partir de tais medições
etc.
À medida que esse tipo de medição
se tornava cada vez mais popular, surgiram
instrumentos mais aperfeiçoados, inclusive
capazes de serem usados em ambientes não
ambulatoriais, e até instaláveis
em um atleta que treinasse em campo aberto.
Isso trouxe outros desafios mecânicos
e elétricos, tais como a necessidade
de construir um equipamento que fosse leve
o suficiente para ser transportado por um
atleta durante o exercício, e que eventualmente
pudesse transmitir os dados coletados para
uma base remota. Esse tipo de produto, embora
já disponível, ainda tem um
custo elevado e proibitivo para a grande maioria
dos praticantes profissionais.
Enquanto isso, os especialistas do segmento
escreveram numerosos trabalhos, visando obter
métodos de identificar o VO2Max de
forma indireta, com um grau de acuidade aceitável.
Inúmeros procedimentos foram publicados
e têm sido usados pelos profissionais
que não dispõe de um equipamento
ergoespirométrico ambulatorial ou portátil,
mas ainda assim conseguiam, de forma indireta,
identificar o consumo de oxigênio de
seus pacientes/clientes, com o objetivo de
prescrever exercícios que lhes fossem
adequados, em termos aeróbios.
Nos últimos anos, com a evolução
dos estudos sobre o comportamento elétrico
do coração, descobriu-se haver
uma relação entre este comportamento
e o condicionamento físico, especialmente
o consumo de Oxigênio. A questão
é: como acompanhar o comportamento
elétrico do coração de
uma forma tal que se pudesse depreender, de
tal comportamento, uma medida confiável
do VO2Max ?
Depois de investigações e estudos
matemáticos que envolveram profissionais
de outros segmentos, a Polar conseguiu patentear
um algoritmo que, ao analisar o comportamento
do intervalo em milissegundos entre uma contração
e outra do ventrículo esquerdo, correspondente
ao ponto " R" do complexo QRST (cada
uma dessas letras corresponde a um dos pontos
de contração de uma das câmeras
que compõe o músculo cardíaco),
estimasse o VO2Max do paciente/usuário.
Mais que isso, a Polar conseguiu um grau de
reprodutibilidade elevado, especialmente quando
se acompanhava o comportamento de indivíduos
sedentários. Esse acompanhamento tinha
que ser feito em repouso, porque em um nível
de intensidade mais elevado, seria impraticável
medir e avaliar a distância em milisegundos
entre um ponto "R" e o seu subseqüente.
O que se buscava era o entendimento do grau
de variação desse intervalo,
aquilo que se chama de "Variabilidade
da Freqüência Cardíaca".
Uma outra coisa que se descobriu é
que quanto mais condicionado fosse um praticante,
maior seria a variabilidade dessa distância
"R – R" durante o repouso.
Ou seja, pessoas menos condicionadas têm
uma variabilidade menor ou inexistente, enquanto
que aquelas mais condicionadas têm uma
grande variabilidade. Era preciso ainda discernir
entre esse fenômeno e eventuais problemas
elétricos derivados de outras situações,
como por exemplo, as arritmias.
"A
qualidade da medição indireta
feita no Polar era excelente, e o método
se prestava á medição
dessa variável em ambientes não
ambulatoriais e, além disso, por um
custo irrisório".
Considerando
tudo isso, a Polar criou Euma função
para calcular um "Índice de Condicionamento",
a principio para avaliar indivíduos
sedentários. Entretanto, o mercado
logo começou a usar essa função
para avaliar indivíduos que não
eram sedentários, e os desvios foram
anunciados com estardalhaço por alguns
afoitos: "A Polar criou um índice
que não funciona!", alegaram alguns,
em trabalhos publicados no meio acadêmico.
Em virtude disso, a Polar introduziu aperfeiçoamentos
em suas fórmulas, passando a considerar
também indivíduos bem condicionados.
O resultado foi positivo, e hoje o mercado
dispõe de um instrumento para avaliar
o VO2Max de qualquer indivíduo, sedentário
ou não, durante o repouso. Alguns profissionais
do mercado não acreditaram que isso
pudesse ser possível e passaram a comparar
os resultados obtidos com o novo índice
com medições feitas em aparelhos
de ergoespirometria. O resultado foi decepcionante
para aqueles que pretendiam continuar com
o estardalhaço anterior. A qualidade
da medição indireta realizada
no Polar era excelente, e o método
se prestava á medição
dessa variável em ambientes não
ambulatoriais e, além disso, por um
custo irrisório. O método funciona,
é confiável, e mais que isso,
é imbatível por qualquer outro
método indireto de avaliação
do VO2Max. Além disso, está
cada vez mais disponível, presente
em produtos de menor custo e se tornando uma
facilidade útil para qualquer praticante,
profissional de alto nível ou simples
praticante recreativo. Mais uma vez a Polar
apresenta ao mercado uma função
derivada da medição do comportamento
elétrico do coração,
e a torna uma coisa comum, mas de grande utilidade.
Por falar nisso, você já mediu
o seu VO2Max hoje ?
Fonte:
EVSports
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